Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Nobre, Camila Cristina Guimarães |
Orientador(a): |
Fernandes, José Veríssimo |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA PARASITÁRIA
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/24106
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Resumo: |
O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais frequente em mulheres no Brasil, sendo a sua frequência menor apenas do que aquelas observadas para o câncer de pele não-melanoma e câncer de mama. O fator inibitório da migração de macrófagos (MIF) é produzido por diferentes tipos de células e participa de uma cadeia complexa de eventos que favorece o processo de carcinogênese, sendo possível observar um alto nível de expressão em quase todos os tipos de câncer humano, entre eles o câncer do colo do útero. O MIF também induz um aumento dose dependente na excreção do fator de crescimento de endotélio vascular (VEGF), que promove a angiogênese, o crescimento tumoral e a migração dessas células no câncer do colo do útero. O objetivo deste estudo foi investigar a expressão de MIF e VEGF em pacientes que apresentam ou não lesões do colo do útero, no intuito de identificar a existência de uma relação direta entre a presença dos marcadores MIF e VEGF com o grau da lesão da paciente, bem como, com a presença do papilomavírus humano (HPV). Foram incluídas no estudo 45 mulheres que haviam sido encaminhadas para a Maternidade Escola Januário Cicco com suspeita de lesões na cérvice uterina. As pacientes que aceitaram participar do estudo responderam a um questionário, para obtenção de dados sócio-demograficos, seguido de exame clínico. Das mulheres que se submeteram a colposcopia, foram coletados dois fragmentos de tecido do colo do útero, um para análise histopatológica e outro para detecção do HPV por PCR convencional. A expressão dos biomarcadores, MIF e VEGF, foi detectada pela técnica de imuno-histoquímica. A área positiva de cada biomarcador foi lida e quantificada utilizando o programa ImageJ®, e o resultado foi analisado através dos programas de estatística SPSS® Statistics e GraphPad Prism. Das 45 pacientes incluídas no estudo, 20% apresentaram resultado do exame dentro dos padrões da normalidade, enquanto que 80% apresentaram algum tipo de alteração no exame; sendo 35,55% lesões intraepiteliais de baixo grau (LIEBG) e 44,44% lesões intraepiteliais de alto grau (LIEAG). A taxa de prevalência global de infecção genital pelo HPV foi de 80%, sendo 86,1% em pacientes com lesão. A expressão média do VEGF e do MIF tiveram um aumento gradativo quando comparado entre as pacientes normais, LIEBG e LIEAG, correspondendo respectivamente aos seguintes valores, 19,62, 41,59 e 55,42 para o VEGF e 4,36, 9,44 e 22,86 para MIF. Foi possível verificar uma correlação positiva entre a expressão de MIF e VEGF (r = 0,523, p = <0,001). Por meio deste trabalho pôde-se concluir que o VEGF e o MIF estão correlacionados e envolvidos no processo de displasia cervical, aumentando a sua expressão conforme ocorre a progressão da lesão. No entanto, não foi possível encontrar associação entre a presença do HPV e os níveis de MIF e VEGF. |