Análise dos aerodispersóides sólidos produzidos na industrializaçao da madeira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Nunes, Elenise Leocadia da Silveira
Orientador(a): Moreschi, João Carlos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/17432
Resumo: Na caracterização das atividades econômicas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2006), a indústria de base florestal ocupa posição em dois setores distintos: no setor primário ou seja extrativismo, silvicultura, manejo e exploração florestal; e no setor secundário com as indústrias de transformação da madeira englobando desde a fabricação de painéis de madeira até a confecção de artigos de mobiliário. Estes setores geram vários empregos diretos e indiretos e, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (ABIMCI, 2006), estatisticamente, 8,7% dos trabalhadores da indústria de transformação pertencem ao setor de base florestal. Entretanto, dados extra-oficiais do setor indicam que tem-se quatro vezes mais mão-de-obra informal do que com registro em carteira. Para a indústria de base florestal, a madeira maciça sempre foi a principal matéria-prima do seu processo produtivo, entretanto nos últimos anos este panorama tem-se modificado significativamente. Atualmente, o setor processa em grande escala a chamada madeira transformada, formada por pedaços, lascas, partículas ou fibras de madeira que são unidas sob o efeito de calor e pressão, a partir da utilização de um elemento aglutinante ou resina. Desta forma, o objetivo deste estudo foi analisar os problemas causados à saúde do trabalhador da indústria de base florestal pela poeira sólida dispersa no ar, gerada a partir do processamento mecânico de painéis de madeira aglomerada, propondo ações para minimizar o risco da exposição ocupacional que os trabalhadores podem estar sujeitos. Como ferramentas de análise foram utilizados métodos para análise de aerodispersóide sólido regulamentadas por órgãos normatizadores reconhecidos internacionalmente como a American Conference of Governamental Industrial Hygienists (ACGIH), a National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH), a Occupational Safety and Health Administration (OSHA), a American Society for Testing and Materials (ASTM) e a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO); além de conceitos advindos da ergonomia organizacional, que conciliam as necessidades da empresa com as dos trabalhadores, através da análise da tarefa prescrita e da efetivamente realizada. Assim sendo, o particulado sólido do aglomerado foi caracterizado como potencialmente tóxico e passível de desenvolver doenças ocupacionais nos trabalhadores expostos por longo tempo. É importante ressaltar que em estudos de aerodispersóides sólidos o nível de toxidade do material depende do tempo de exposição ao agente agressor, da concentração de partículas encontrada no ambiente analisado e da variabilidade intra-individual dos sujeitos expostos.