Participação e relações interculturais entre meninas e meninos e suas professoras em contexto escolar.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Rocha, Jeruza da Rosa da
Orientador(a): Nörnberg, Marta
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5596
Resumo: A tese possui como temas centrais de discussão as práticas educativas, a participação e as interculturalidades. A questão que mobilizou a pesquisa foi: Como, na escola, meninas e meninos participam, manifestam-se e concebem as relações interculturais em práticas educativas que ocorrem entre pares e com as professoras? A hipótese guia de investigação apostava na existência de práticas organizadas pelas meninas e pelos meninos, por meio de ações, argumentos e estratégias de reinterpretação do processo educativo realizado por e com as professoras, sendo este grupo de jovens receptível e propositor das interculturalidades na escola. Com base nos Estudos da Criança e da Sociologia da Infância (CORSARO, 2011; SARMENTO 2004; 2005; 2007; 2009; 2013; FERNANDES, 2009), da Pedagogia (CANDAU, 2007; 2008; 2012; 2016), da Filosofia (ARENDT, 2013), da Sociologia (SANTOS, 2006; 2008; 2010) e do referencial teórico-metodológico da etnografia com crianças e da análise interpretativa (GRAUE & WALSH, 2003), os dados de pesquisa produzidos a partir de vídeos feitos por meninas e meninos do 6° ano sobre espaços e práticas educativas escolares e de registros de observações em diário de pesquisa foram discutidos. Os resultados da análise mostram que a participação e as relações interculturais entre meninos e meninas e suas professoras contemplam diferentes dimensões: resistência às lógicas escolares; relações de gênero; conhecimentos escolares e práticas do cotidiano campesino; exclusão cognitiva, sociocultural e étnica; participação como premissa da cidadania na escola; segregação religiosa. A Tese sustenta a participação e as relações interculturais na escola como dimensões produzidas ora em razão do enfrentamento entre os grupos geracionais, ora como produtos de uma ordem social excludente aos saberes e práticas dos grupos socioculturais.