Heterose nos indicadores fisiológicos e comportamentais de bovinos de corte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Araujo , Luciana de Almeida Peres
Orientador(a): Silveira , Isabella Dias Barbosa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Zootecnia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/13734
Resumo: O uso do cruzamento pode ser uma boa ferramenta para complementariedade entre raças e explorando o efeito de heterose. O cruzamento entre zebuínos e taurinos sobressai a outros sistemas de acasalamento pelo distanciamento genético existente. Em vista disso, o objetivo do trabalho é mensurar o grau de heterose em características comportamentais e fisiológicas em diferentes grupamentos genéticos provenientes do cruzamento entre animais das raças Charolês e Nelore. Foram avaliados bovinos mantidos em confinamento, representados por 79 machos castrados, divididos de acordo com oito graus de sangue Charolês x Nelore. O período total de confinamento foi de 97 dias, sendo os primeiros 14 dias de adaptação ao ambiente e regime alimentar. Os animais foram pesados no início e no final do período experimental, bem como a cada 21 dias, após 14 horas de jejum. As características avaliadas foram: escore de composto (Piovesan, 1998), tempo de fuga (BURROW & DILLON, 1997), distância de fuga (BOIVIN et al., 1992), localização dos pelos faciais denominados “redemoinho” e nível de cortisol plasmático. A inclusão de genes Charolês proporcionou incremento no tempo de saída da balança nos novilhos, perfazendo valores positivos da característica em relação aos Nelores. Por outro lado, houve diminuição com a inclusão gênica de Nelore, com valores negativos de variação do escore composto de balança. Para a característica distância de fuga, somente animais puros Charolês apresentaram valores inferiores aos 35 dias de confinamento. No entanto, aos 55 e 76 dias de confinamento, além dos animais de raça pura Charolês, os animais com maior grau de sangue Charolês na geração três, também apresentaram valores inferiores. Por outro lado, foram identificados valores superiores para a característica, nos animais puros Nelore e com predominância Nelore na geração três, aos 55 e 76 dias de confinamento. Animais de raça pura Nelore e com predominância Nelore manifestaram maiores valores para a característica de redemoinho, em comparação com os animais puros Charolês ou com maior grau de sangue Charolês. Quando comparada entre os diferentes sistemas de acasalamento, a característica não diferiu (p>0,05) entre os animais das gerações dois, três e quatro, porém, diferiu dos animais de raças puras, esses apresentando média inferior. No que diz respeito a indicadores fisiológicos, os animais puros da raça Charolês apresentaram valor superior de cortisol (Tabela 6), quando comparados a animais puros Nelore. Por outro lado, foi reportado maior valor para cortisol em animais com maior incremento de sangue Nelore na terceira geração. O cortisol não diferiu (p>0,05) entre os sistemas de acasalamento. Em relação aos animais puros, verificou-se que os animais Charolês são mais calmos, tendo melhores valores em todas as características. Quando existe diferença nas avaliações dentro das gerações, animais com predominância de sangue Nelore são mais reativos. O manejo também influencia no comportamento e reatividade ao longo das avaliações.