Local de oviposição, tempo de penetração, efeito de inseticidas e parasitoides larvais associados à Grapholita molesta (Busck, 1916) (Lepidoptera: Tortricidae) em macieira e pessegueiro.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Chaves, Cindy Corrêa
Orientador(a): Botton, Marcos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Fitossanidade
Departamento: Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5732
Resumo: A mariposa-oriental Grapholita molesta é uma das principais pragas da macieira e do pessegueiro. Neste trabalho, foi avaliado a preferência de oviposição de G. molesta nos diferentes estádios fenológicos da macieira e do pessegueiro, o tempo de penetração das lagartas em diferentes estruturas vegetativas (frutos e ponteiros), a eficiência de inseticidas para o controle da praga em diferentes fases de desenvolvimento do inseto e inventariado das espécies de parasitoides larvais de G. molesta em diferentes regiões produtoras. As folhas de macieira e pessegueiro foram os locais preferidos para a oviposição dos adultos de G. molesta. No entanto, 7,7% das posturas foram registradas em frutos de macieira na fase de maturação, enquanto que em pessegueiro raramente ocorre oviposição nesta estrutura vegetal. O tempo médio gasto para que 90% das lagartas penetrassem nas estruturas vegetais (TM90) foi menor em ponteiros (3,25±0,51 horas) de pessegueiro do que em frutos (6,7±0,95 horas), diferindo da macieira, a qual apresentou maior TM90 em ponteiros (5,23±1,29 horas), quando comparado com frutos (2,67±0,6 horas). Em frutos de macieira, o local de maior penetração foi na região do pedúnculo (65%) e do cálice (35%). Em frutos de pessegueiro, as lagartas penetram na região lateral e do pedúnculo, com 62% e 38%, respectivamente. Os inseticidas acetamiprido, fosmete, spinetoram e novalurom reduziram a eclosão em níveis acima de 80% independente da aplicação ser realizada antes ou após a oviposição. O etofenproxi foi mais eficaz quando aplicado após a oviposição. Em ponteiros de macieira e pessegueiro, os inseticidas acetamiprido, clorantraniliprole, etofenproxi, fosmete, novalurom e spinetoram causaram mortalidade de lagartas acima de 90%. Em frutos de macieira, os inseticidas acetamiprido, clorantraniliprole, etofenproxi, fosmete e spinetoram apresentaram mortalidade de lagartas de 100, 79, 76, 97 e 100%, respectivamente, enquanto em frutos de pessegueiro apresentaram controle superior a 85%. O inseticida novalurom causou menor mortalidade das lagartas quando foi aplicado sobre frutos comparado a aplicação em ponteiros. Em adultos, apenas os inseticidas etofenproxi e fosmete foram tóxicos tanto a fêmeas (59 e 39%) quanto a machos (79 e 80%), enquanto o spinetoram mostrou efeito apenas em machos (78%). Em pessegueiro, o nível médio de parasitismo em lagartas coletadas 8 a campo foi de 72%, sendo as espécies encontradas identificadas como pertencentes às espécies Hymenochaonia delicata (92,81%), Temelucha sp. (2,67%), Pristomerus sp. 1. (0,12%), Pristomerus sp. 2. (1,16%), Xiphosomella sp. (3,02%) e Lycorina sp. (0,12%). Conclui-se que Grapholita molesta prefere ovipositar em folhas, sendo a penetração das lagartas mais rápida em frutos de macieira e ponteiros de pessegueiro; os inseticidas etofenproxi, fosmete e spinetoram foram eficientes no controle de G. molesta em todas as fases de desenvolvimento. O parasitoide Hymenochaonia delicata foi a espécie mais encontrada nos pomares de pessegueiro.