Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Espíndola, Vinicius Schmalfuss |
Orientador(a): |
Maurício, Giovanni Nachtigall |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal
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Departamento: |
Instituto de Biologia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9492
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Resumo: |
A família Rhinocryptidae vem representando um verdadeiro desafio para os taxonomistas, especialmente o gênero Scytalopus. Muito devido as suas espécies serem bastante semelhantes, tanto na morfologia quanto no canto, e por habitarem matas densas em locais de grandes altitudes e de difícil acesso, em sua maioria. Desde a metade da década passada, trabalhos relacionados a Scytalopus speluncae vêm demonstrando que a espécie possa representar um complexo de espécies ainda não descritas, já populações de diferentes locais apresentam diferenças morfológicas, vocais e genéticas. Este trabalho analisou a voz de cinco populações de S. speluncae do Sul e Sudeste do Brasil. As gravações utilizadas foram obtidas através de sites de ciência cidadã como Xeno-Canto e WikiAves. Quatro populações pertencem as populações do norte e uma população pertence as populações do sul da espécie. Foram analisados o canto e os chamados de alarme e contato, que foram comparados através dos seus dados paramétricos, formato e conjunto de notas. Foi encontrado que a única população do sul (Escarpa Devoniana/Planalto) possui uma voz diferente das populações do norte. Dentro das populações do norte, a população da Serra dos Órgãos foi a mais distinta por possuir canto com notas que possuem somente modulação de frequência descendente. A população da Serra do Caparaó também apresentou certa diferença em relação as demais populações do norte, por possuir um canto mais lento. Foi possível concluir a partir dos resultados obtidos que as populações do norte diferem de Escarpa Devoniana/Planalto, e possivelmente das populações do sul como um todo. A população da Serra dos Órgãos pode ser considerada uma espécie por ter diagnose genética e por voz. Os indivíduos da Serra do Caparaó possuem indícios de serem uma espécie distinta de S. speluncae, por ter um canto mais lento, mas precisa ter sua diagnose molecular determinada. Trabalhos mais extenso, envolvendo dados morfológicos e uma variedade maior de vozes, podem estabelecer diagnoses novas e mais consistentes para estas populações, e desta forma, possivelmente levar a novas espécies sendo descritas para a família Rhinocryptidae. |