Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Bassa, Pedro Gonzalez |
Orientador(a): |
Echeverry, Sebastian Felipe Sendoya |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14651
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Resumo: |
Este trabalho apresenta os recursos estruturais representados pelas estruturas espaciais das plantas de Eryngium pandanifolium e pelos recursos tróficos, representados pela disponibilidade de alimentos para os níveis tróficos subsequentes. O objetivo deste trabalho é analisar o efeito da variação morfológica nas inflorescências de Eryngium pandanifolium sobre as comunidades de aranhas que utilizam essa planta como recurso. Os experimentos e amostragens ocorreram durante os meses de novembro de 2019 e fevereiro de 2020, a área de estudo está inserida em uma matriz campestre do bioma Pampa. A escolha das plantas amostradas se deu de forma sistematizada ao longo de transecções lineares, totalizando 240 amostragens de indivíduos E. pandanifolium e outras 30 amostragens de vegetação arbustiva e 30 de vegetação rasteira. Amostrou-se todas as aranhas que ocupavam a planta e estas foram classificadas quanto ao estágio de desenvolvimento, sexo e guilda de forrageamento. Realizou-se ao longo do estudo uma série de amostragens em condições naturais e em condições experimentais em campo, a combinação dos dados de diferentes tratamentos experimentais permitiu avaliar a contribuição de diferentes fatores sobre a abundância de aranhas associadas às plantas. Os dados obtidos foram organizados em blocos de amostragem, sendo eles: (1) efeitos de longo prazo da heterogeneidade de habitat sobre as aranhas; (2) efeitos de curto prazo da heterogeneidade de habitat sobre as aranhas; (3) efeito de tempo sobre a dinâmica de ocupação das aranhas; (4) efeito do subsídio trófico promovido pelas inflorescências; (5) sobre a complementariedade da assembleia de aranhas dos gravatás em relação ao entorno. Os resultados foram: (1) a abundância das aranhas tecedoras se mostrou independente, já em relação as aranhas cursoriais, foi possível visualizar uma diminuição na quantidade de aranhas na base das plantas ao longo do desenvolvimento da inflorescência; (2) em plantas que as aranhas associadas foram previamente removidas, as abundâncias das aranhas tecedoras como a abundância das aranhas cursoriais se mostraram independentes da variação da heterogeneidade do sistema; (3) a abundância das aranhas tecedoras independe do momento de colonização das plantas com heterogeneidades estruturais similares, as aranhas cursoriais revelaram uma relação negativa ao longo do período amostral; (4) a presença das inflorescências não teve efeito sobre a abundância de aranhas na base, independente da guilda de forrageamento, o efeito foi perceptível sobre a abundância de aranhas cursoriais nas inflorescências; (5) a abundância de aranhas tecedoras foi similar entre os grupos experimentais, enquanto aranhas cursoriais foram mais abundantes em E. pandanifolium que no entorno. Encontrou-se 509 aranhas nos gravatás e 100 aranhas nas demais plantas, totalizando 15 famílias e 39 morfoespécies. As guildas de forrageamento de aranhas mostraram ter respostas diferentes frente a heterogeneidade estrutural do sistema de estudo. Aranhas tecedoras apresentaram relações independentes da heterogeneidade estrutural ou de subsídio tróficos dos gravatás em todos os blocos de amostragem. O incremento da heterogeneidade estrutural teve efeito sobre as aranhas cursoriais em quase todos os blocos de amostragem, exceto para o segundo bloco de amostragem. |