Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Machado, Carolina Costa |
Orientador(a): |
Naoumova, Natália |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
|
Departamento: |
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5351
|
Resumo: |
O envelhecimento populacional revela-se um fenômeno observado mundialmente. Deste fato, decorrem preocupações relacionadas aos ambientes de moradia, a fim de torná-los mais adequados às necessidades dos idosos. Nesse cenário, as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI´s) representam uma importante alternativa de habitação para essa faixa etária. A pesquisa busca investigar a percepção dos usuários de ILPI´s no que se refere não somente aos aspectos físicos, mas também aos aspectos subjetivos do ambiente, buscando contribuir para a qualificação das instituições dessa natureza. Apesar da importância para o bem-estar dos longevos, os aspectos subjetivos permanecem pouco atendidos pela legislação vigente e pouco explorados nas pesquisas que envolvem o ambiente, construído de forma insuficiente. Diante disso, o problema tratado nesta pesquisa centra-se na carência de estudos teóricos e empíricos, com informações quanto aos aspectos subjetivos do ambiente, de forma que esses locais se tornem mais humanizados e estimulem, assim, o senso de identidade e familiaridade desses cidadãos com sua moradia. Ressalte-se que esta pesquisa tem, como objetivo geral, entender como ocorre a relação entre os idosos moradores das ILPI´s e o ambiente em que vivem e de que forma este ambiente pode contribuir para o seu bem-estar, visando gerar recomendações relacionadas ao projeto arquitetônico. O trabalho tem como suporte o modelo teórico da Gerontologia Ambiental “Modelo Visão Transacional das Pessoas Idosas em seus Ambientes”, que leva em consideração a história de vida dos idosos e relaciona o bem-estar na velhice a dois processos integrados: pertencimento e agência. Para alcançar os objetivos estabelecidos, trabalhou-se com dois grupos, idosos institucionalizados e idosos não institucionalizados. A investigação se desenvolveu por meio de uma pesquisa de campo exploratória, com estudo de caso descritivo, múltiplo e abordagem metodológica qualitativa, incorporando ferramentas da área de pesquisa das Relações Ambiente-Comportamento. Visando compreender se a condição socioeconômica do morador influencia na escolha de atributos que gerem bem-estar, optou-se por estabelecer, como objeto de estudo, três Instituições distintas que atendiam pessoas de baixa, média e alta renda. Como métodos de coleta de dados, foram utilizados levantamentos de arquivo e de campo, este último dividido em levantamentos físicos, observações comportamentais, entrevistas semiestruturadas e Poema dos Desejos. Os resultados desta pesquisa apontam para: (i) possibilidade de identificação de elementos e atributos que gerem bem-estar em ILPI´s; (ii) um imaginário coletivo com expectativas positivas de idosos não institucionalizados em relação à moradia institucional; (iii) existência de uma baixa sensação de pertencimento entre idosos institucionalizados, embora isso se torne menos relevante ao longo do tempo; (iv) a importância da autonomia ligada a questões subjetivas (como a personalização), tanto quanto às ligadas a aspectos físicos e (v) o processo de agência e a sensação de pertencimento parecem piorar com o aumento da renda. Constatou-se, ainda, que ao considerar aspectos subjetivos do ambiente, a pesquisa como um todo traz importantes subsídios que ajudam a entender os dois processos estudados (pertencimento e agência), contribuindo para o entendimento da forma como seus elementos e atributos podem influenciar no bem-estar da velhice. |