Utilização de formas farmacêuticas tópicas contendo extratos vegetais no tratamento de otite externa experimentalmente induzida em modelo murino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Costa, Aurélio Luciano
Orientador(a): Nobre, Márcia de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Veterinária
Departamento: Faculdade de Veterinária
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/7965
Resumo: Otite externa é a inflamação aguda ou crónica do canal auditivo externo. Está entre as doenças mais frequentes na medicina dos animais de companhia, sendo relatado que aproximadamente 20% dos cães. Objetivou-se relatar um caso de otite crônica em cão, com o desenvolvimento de massa neoplásica e avaliar o efeito dos compostos LCFO-1001 e 1002 no tratamento da otite externa experimentalmente induzida em modelo murino ambos contendo extratos vegetais de Bixa orellana L. e de Triticum aestivum no tratamento da otite externa experimentalmente induzida em modelo murino. O paciente abordado no relato de caso era um cão com histórico de otite há mais de 8 meses, não responsiva ao tratamento com antimicrobianos. Devido à gravidade de sua enfermidade otológica e a presença de um nódulo tumoral aderido a bula timpánica foram realizados dois procedimentos cirurgicos, sendo o ultímo a retirada total do conduto auditivo. Após sua recuperação o paciente não apresentou sinais de dor, edema, eritema ou excesso de secreção vinda da ferida cirúrgica. Para a avaliação dos extratos vegetais uilizaram-se 96 ratos (Rattus norvegicus) da linhagem Wistar, fêmeas, que tiveram otite induzida através de sedação e anestesia prévia seguida pela inoculação das orelhas com 80µL de óleo de cróton 5% em acetona e uma hora após 100µL de solução contendo o agente infeccioso (Staphylococcus aureus). Os animais foram distribuídos aleatoriamente em grupos de 24 (n=48 orelhas/grupo) de acordo com o tratamento: GI: LCFO-1001, GII: LCFO-1002, GIII: solução otológica comercial (controle positivo), GIV: solução fisiológica de NaCl 0,9% (controle negativo). Os animais foram tratados por até sete dias a cada 24 horas, sendo que aos dois (D2), quatro (D40) e oito dias (D8), oito animais por grupo foram anestesiados, avaliados e eutanasiados, por sobredose anestésica. Foram realizadas avaliação e classificação em escores dos parâmetros clínicos: coloração, diâmetro luminal e efusão. Nas condições deste estudo é possivel concluir que a ablação total conferiu remissão dos sinais clínicos relacionados à otite. Assim como, as formulas farmacêuticas otológicas, contendo extrato oleoso e etanólico de Bixa orellana L. e Triticum aestivum, obtiveram resultados semelhantes ao tratamento convencional na redução dos sinais clínicos associados à otite externa experimentalmente induzida em modelo murino. Apresentando-se como possíveis auxiliadores no tratamento da otite externa embora sejam necessários mais estudos.