A educação do campo e a leitura literária em um território camponês de lutas e desafios: uma experiência escolar em Piratini (RS)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Nunes, Gabriel Barcellos
Orientador(a): Thies, Vania Grim
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14430
Resumo: A pesquisa desta Dissertação de Mestrado teve como objetivo analisar a experiência do leitor do campo no encontro com o livro literário e a importância da escola neste processo, problematizando o direito à literatura em um território camponês marcado pelas lutas agrárias. O trabalho apresentou a discussão e relacionou a Educação do Campo e a leitura literária, a partir da observação de um projeto que acontece na Escola Estadual de Ensino Médio Deputado Adão Pretto, localizada na zona rural do município de Piratini (RS), referência por atender assentados da Reforma Agrária, quilombolas e agricultores familiares. Inicia-se nas vivências e nas relações do autor com o campo, da poesia com a luta pela terra, da escola com a proposta pedagógica e com a leitura e busca referências que possibilitem que, para o território e os temas escolhidos, estejam conectadas: Candido (2011), Petit (2009), Freire (1981), Compagnon (2009), Cosson (2006), Caldart (2009), Molina (2011), Arroyo (2007), Pennac (1993), entre outros. Utilizando a pesquisa-participante realizou-se com dez estudantes do Ensino Médio na análise da participação no Café Literário, ação realizada na escola, e com entrevistas individuais. A investigação contou com dois temas de análise: a presença da leitura literária e o encontro com o livro na escola e o direito à literatura em um território de lutas pela terra. Como resultados finais se considerou que a escola é a instituição responsável pela construção do letramento literário, via mediação cultural e por permitir a experiência da literatura como direito também dos educandos camponeses a quem, muitas vezes, o acesso ao conhecimento é limitado ou mesmo vedado. Também foi considerado que há limites que ultrapassam as práticas escolares, tais como as questões políticas, de transporte escolar, de falta de recursos para a compra de livros, entre outros. A pesquisa buscou ainda trazer contribuições à Educação afirmando que o livro e a terra, neste território camponês de localização da escola, configuram-se como um bem material e também simbólico de produção da vida.