Utilização de casca de arroz carbonizada e terra de diatomácea na manutenção da qualidade de sementes de trigo e no controle de Sitophilus zeamais (Motschulsky, 1855)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Corrêa, Otávio de Oliveira
Orientador(a): Tunes, Lilian Vanussa Madruga de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Sementes
Departamento: Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9033
Resumo: Um dos insetos mais nocivos às sementes armazenadas de trigo é o Sitophilus zeamais (Motschuslky, 1855). A terra de diatomácea, por conter partículas microscópicas, de formatos diversos, ricas em dióxido de silício, age sobre os insetos causando abrasão de seu exoesqueleto e posterior desidratação dos mesmos. A casca de arroz carbonizada, resíduo abundante e gratuito, possui características físico-químicas semelhantes à terra de diatomácea, mas nunca foi testada quanto à sua eficiência inseticida. Então, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos da casca de arroz carbonizada moída e da terra de diatomácea sobre a qualidade de sementes de trigo armazenadas hermeticamente e sua eficácia no controle de S. zeamais. As amostras de 1 kg de sementes de trigo foram colocadas em recipientes herméticos com 2L de volume, polvilhadas com casca de arroz carbonizada moída e terra de diatomácea, nas concentrações 0; 500; 1.000 e 1.500 g.t⁻¹, e homogeneizadas. Logo, os recipientes contendo as sementes foram armazenados por seis meses. As avaliações ocorreram em 0; 60; 120 e 180 dias. A qualidade física das sementes foi avaliada pelos parâmetros: grau de umidade, peso de mil sementes e peso hectolítrico. A qualidade fisiológica foi avaliada por: germinação, primeira contagem de germinação, teste de frio e envelhecimento acelerado. Para determinação de distribuição granulométrica dos produtos adotadou-se técnica de granulometria a laser em meio líquido. A determinação química quantitativa dos inseticidas foi realizada através do método de fluorescência de raios X (FRX). Colocaram-se 50 insetos adultos de S. zeamais sobre alíquotas de 100 gramas de sementes extraídas aos 120 dias de armazenamento. A mortalidade dos insetos foi avaliada no período de 5 dias de exposição. Conclui-se que o polvilhamento de casca de arroz carbonizada moída (CACM) e de terra de diatomácea (TD) não prejudica o peso de mil sementes, o grau de umidade, nem a qualidade fisiológica de sementes de trigo durante o armazenamento hermético. Porém, os dois produtos causam reduções maiores que 5% no peso hectolítrico. As melhores respostas de controle de insetos são obtidas com 1.050 g.t⁻¹ e 1.300 g.t⁻¹ de sementes, para TD e CACM, respectivamente. Cinco dias de exposição são suficientes para elevada mortalidade de insetos com ambos produtos. A TD apresenta 52,5% de dióxido de silício, enquanto CACM possui 76%. No entanto, o diâmetro médio das partículas de CACM é 3,66 vezes maior do que o encontrado para as partículas de TD. Comparando-se caracterização físico-química dos produtos com a sua eficácia na mortalidade de insetos, conclui-se que o mais importante para o controle de S. zeamais, é o tamanho das partículas contidas no inseticida. Tanto CACM quanto TD podem ser utilizadas no controle de S. zeamais.