Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Freitas, Fernando Antonio Lopes de |
Orientador(a): |
Niz, Pedro Alcides Robertt |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
|
Departamento: |
Instituto de Filosofia, Sociologia e Politica
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5140
|
Resumo: |
A presente dissertação analisa os mercados internos de trabalho – MIT – no setor do beneficiamento do arroz no Estado do Rio Grande do Sul. Tomou-se por referência empírica um estudo de caso, em uma empresa de beneficiamento de arroz, localizada na cidade de Pelotas e com forte inserção no mercado nacional e internacional. Nesse contexto, questiona-se a permanência de MIT numa época em que o paradigma de organização do trabalho parece ser o modelo japonês. Para compreensão do funcionamento dos MIT a dissertação está organizada em cinco partes: uma primeira que aborda as teorias dos MIT e a organização flexível do trabalho; uma segunda que traz os estudos recentes dos MIT; uma terceira que analisa os dados estatísticos da produção de arroz e as características da empresa estudada; uma quarta que aborda a dinâmica dos trabalhadores no chão-de-fábrica e uma quinta que analisa o MIT na empresa de beneficiamento de arroz estudada. As principais conclusões da dissertação apontam a existência de um mercado interno de trabalho na categoria de operadores com a persistência de forte influência do costume na estabilização das relações sociais travadas no chão-de-fábrica, determinando, em boa medida, a baixa presença de mulheres na produção. A pesquisa indica a existência de um sistema de promoções com base na antiguidade, a existência de um porto de entrada na EMBAP situado na categoria de Serviços Gerais, bem como a realização de treinamento dos trabalhadores no ambiente fabril. Verificamos a ocorrência de um mercado secundário de trabalho com presença de trabalhadores estáveis e outros instáveis, bastante diferenciados. Como reflexão final, enfatizamos que o capitalismo, na sua fase flexível, como alguns teóricos observaram cria diferenciação social entre os trabalhadores. Nosso estudo no setor de beneficiamento do arroz, no Rio Grande do Sul, confirma também esse diagnóstico. A diferenciação que começamos a desvendar no setor industrial arrozeiro, abrangendo mercado interno e secundário de trabalho, poderá ser mostrada com maior riqueza em trabalhos futuros nesse setor produtivo. |