Reabsorção óssea mandibular e sua relação com parâmetros objetivos e subjetivos de função mastigatória no desdentado total

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Machado, Raissa Micaella Marcello
Orientador(a): Faot, Fernanda
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Odontologia
Departamento: Faculdade de Odontologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpel.edu.br/handle/prefix/3520
Resumo: O processo fisiológico de reabsorção óssea progressiva do osso alveolar, ocorrido na mandíbula de forma mais acentuada, é responsável pela grande instabilidade destas próteses, resultando em dificuldade de adaptação, função mastigatória deficiente, dor e completa insatisfação do paciente. Assim, a determinação da atrofia do rebordo tem influencia direta na escolha do tratamento reabilitador do desdentado total. Diante disso, os objetivos dos estudos realizados foram: i) realizar uma revisão sistemática da literatura para buscar parâmetros clínicos ou radiográficos que têm utilizados para quantificação e determinação da atrofia óssea mandibular e ii) realizar um estudo clínico para mensurar o grau de atrofia óssea mandibular de pacientes desdentados totais e verificar se o nível de reabsorção óssea afetaria parâmetros objetivos e subjetivos da função mastigatória. Para isso, realizou-se uma pesquisa sistemática da literatura em quatro bases de dados. Os artigos foram selecionados a fim de determinar um padrão de classificação da atrofia óssea e uma forma de quantificar o rebordo alveolar residual que pudesse ser clinicamente seguida durante o planejamento da reabilitação e proservação dos pacientes desdentados totais. Dados coletados nesse primeiro estudo guiaram a mensuração e classificação do rebordo alveolar dos pacientes selecionados para o estudo clínico, do qual participaram 23 pacientes reabilitados com próteses totais convencionais após 3 meses de uso. Esta amostra foi posteriormente submetida às seguintes avaliações: mensuração radiográfica do grau de atrofia óssea para a categorização de 2 grupos de desdentados mandibulares, não atróficos e atróficos; testes de retenção e estabilidade das próteses mandibulares; testes de eficiência e performance mastigatória através da mastigação de alimento teste optocal; e avaliação da capacidade mastigatória subjetiva através dos respectivos domínios extraídos dos questionários de impacto na vida diária (DIDL) e autopercepção da saúde bucal (GOHAI). Diante dos resultados dos 2 estudos conduzidos, pode-se concluir que: não há um parâmetro padronizado para determinação da atrofia óssea da mandíbula em pacientes edêntulos. Em relação ao estudo clínico não houve diferença significativa para performance e eficiência mastigatória quando os grupos de pacientes foram comparados segundo o nível de atrofia óssea e severidade de reabsorção. Adicionalmente, a avaliação subjetiva da função mastigatória dos pacientes mostrou não existir uma percepção real da eficiência mastigatória quando esta foi objetivamente quantificada.