Do silenciamento à insurreição: a mulher e o estigma da loucura em gestos, escritos e imagens

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Sousa, Ana Carolina Tavares
Orientador(a): Senna, Nádia da Cruz
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais
Departamento: Centro de Artes
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/6864
Resumo: Esta pesquisa foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação Mestrado em Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas (PPGAVi/UFPel), no âmbito da Linha de Pesquisa Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano. Tem como escopo a estigmatização social mediante o rótulo da loucura de mulheres consideradas desviantes da ordem social no século XIX e em meados do XX, no Ocidente. A dissertação foi construída a partir de três principais questões norteadoras, são elas: “Como se deu a construção histórica, social e cultural que, especialmente a partir do surgimento da Medicina Alienista, instituiu uma associação entre a mulher e a loucura?”; “Como a produção artística e literária de autoria feminina que sobreviveu às tentativas de apagamento podem nos revelar outras faces dessa história?”; e “Como a arte contemporânea pode corroborar com reflexões acerca da posição facultada às mulheres no âmbito das Artes Visuais e, a partir disso, ressignificar experiências, produzir novas narrativas e construir novas realidades?. Nesse sentido, a pesquisa tem por objetivo tecer uma reflexão acerca do diagnóstico psíquico como estratégia de silenciamento das mulheres ditas indóceis e de sufocamento de suas expressões, propondo poéticas artístico-visuais que visem a subversão de discursos e práticas que, na vida e na arte, oprimem as mulheres e abafam suas vozes. Dentre os intercessores teóricos deste trabalho, estão: Magali Engel, Georges Didi-Huberman, Lisa Appignanesi, Michel Foucault, Pierre Bourdieu,Virginia Woolf e Ana Paula Cavalcanti Simioni. Diálogos são tecidos com as artistas Camille Claudel, Leonora Carrington, Lisa Kokin e Ewa Juszkiewicz e com as escritoras Stela do Patrocinio, Maura Lopes Cançado e Charlotte Perkins Gilman. Esta pesquisa foi realizada com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES).