Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Badaracco, Lucas Mario Dacuña |
Orientador(a): |
Brum-de-Paula, Mírian Rose |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Letras
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Departamento: |
Centro de Letras e Comunicação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufpel.edu.br/handle/prefix/2849
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Resumo: |
Neste estudo, analisam-se traduções para o português brasileiro (PB) de sequências em língua espanhola compostas por um verbo auxiliar, pelo verbo poner (pôr) no particípio, com a acepção de vestir-se, e por um objeto da categoria roupa (por exemplo, El hombre tiene los pantalones blancos puestos). Os objetivos principais são verificar se as escolhas dos tradutores do PB sofrem, de algum modo, a influência dos efeitos prototípicos da categoria roupa e descrever as diferenças mais importantes no que tange às informações contidas na língua-fonte e na língua-alvo. O corpus constitui-se de 14 obras de literatura contemporâneas escritas em língua espanhola e de suas respectivas traduções para o PB. Os autores escolhidos são sete, todos oriundos de países distintos (Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, México, Paraguai e Peru), e a cada um correspondem dois títulos. O referencial teórico-metodológico utilizado centrou-se em pesquisadores da Linguística Cognitiva: nos postulados de Rosch (1975; 1978), para abordar a categorização; nos de Slobin (1996; 2003; 2004; 2005), para explicar categorias gramaticais presentes e ausentes nas línguas fonte e alvo; e nos de Lakoff (1987), para embasar a concepção de linguagem e conhecimento que se adota ao longo do estudo. Os resultados revelam diferenças gramaticais entre espanhol e português nas sequências enfocadas a depender do tipo de particípio, verbal ou nominal, envolvido. No entanto, o dado que mais chama a atenção é o uso sistemático do processo vestir no PB em contextos estruturalmente diversos. Encontraram-se evidências de que esse verbo é preferido pelos tradutores, mormente, quando o status do objeto da categoria roupa na sequência é mais prototípico. Por outro lado, constatou-se que estratégias mais variadas se preferem quando o status do objeto é menos prototípico. Dessa maneira, traduzir implicaria categorizar, o que corrobora a hipótese da LC de que a linguagem humana não é separada das demais habilidades cognitivas da espécie, mas integrada a elas. |