Suscetibilidade à quebra e qualidade tecnológica de genótipos de arroz submetidos ao atraso da colheita

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Cardoso, Jessie Tuani Caetano
Orientador(a): Oliveira, Maurício de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
Departamento: Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8781
Resumo: Os genótipos de arroz cultivados no sul do Brasil apresentam, em sua grande maioria, um ponto ideal de colheita compreendido entre 30 a 35 dias após a floração plena, e quando os grãos se encontram com grau de umidade na faixa de 16 a 22. Entretanto, nem sempre as condições ambientais e/ou operacionais permitem a colheita no momento ótimo, fazendo com que muitas vezes os grãos permaneçam por um maior tempo na lavoura estando à mercê de condições ambientais variáveis. Este período de atraso pode acarretar redução da qualidade industrial dos grãos de arroz, especialmente no rendimento de grãos inteiros, devido a suscetibilidade à quebra durante o beneficiamento industrial associado a presença de fissuras nos grãos. Condições climáticas são incontroláveis e influenciam na qualidade do arroz, tornando necessário o desenvolvimento e estudo de variedades de arroz resistentes ou tolerantes a formação de fissuras desde o campo até o armazenamento. Por isso este estudo objetivou avaliar a qualidade tecnológica e a suscetibilidade à quebra de oito genótipos de arroz com base nos efeitos do retardo na colheita. Os genótipos foram submetidos ao atraso na colheita, sendo colhidos em 30, 40, 50, 60 e 90 dias após a floração. Os resultados foram analisados utilizando análise de variância ANOVA, e teste de Tukey. Para a variável época de colheita foi realizado regressão polinomial. Relacionou-se o rendimento de grãos inteiros com o grau de umidade de forma polinomial quadrática e o número de dias após a floração e o grau de umidade de forma polinomial inversa. Com estas relações foram estimados pontos ideais de colheita para a obtenção do máximo rendimento de grãos inteiros dos genótipos. Concluiu-se que o atraso na colheita tende ao aumento de grãos fissurados e redução do grau de umidade e do rendimento de grãos inteiros. O menor rendimento de grãos inteiros ocorreu em 90 dias após a floração (DAF) e o maior entre 28 e 35 DAF e grau de umidade ótimo entre 18,6 e 21%. Os efeitos do atraso na colheita são muito significativos, mesmo para genótipos com alto rendimento de grãos inteiros no período ótimo de colheita.