Associação de fatores dietéticos com fatores prognósticos em pacientes com doença aterosclerótica manifesta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Ribas, Bruna Luiza Paulina
Orientador(a): Abib, Renata Torres
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos
Departamento: Faculdade de Nutrição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/3942
Resumo: As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Uma vez já ocorrido o desfecho clínico cardiovascular, a prevenção secundária é fundamental. O objetivo deste trabalho foi avaliar a adequação do consumo alimentar de vitaminas e minerais antioxidantes, e associar o consumo de bebidas açucaradas à variáveis antropométricas e bioquímicas em pacientes com aterosclerose manifesta participantes do projeto Dieta Cardioprotetora Brasileira. Para isso, realizou-se um estudo transversal aninhado a um ensaio clínico randomizado, com a utilização de dados secundários referente à primeira consulta de todos os pacientes incluídos no projeto. Foram coletados dados clínicos, antropométricos, bioquímicos e alimentares. A análise estatística foi realizada no programa GraphPad® Prism 5. A amostra foi composta por 2172 pacientes com doença aterosclerótica manifesta, sendo a maioria do sexo masculino (58,5%), idosa (63,6%), de nível econômico C (57,3%), com escolaridade fundamental (45,8%), sedentários (65,8%), com excesso de peso (62,7%) e com doença arterial coronariana tratada (69,0%). O consumo alimentar de vitaminas e minerais antioxidantes foi inadequado, com exceção da vitamina C que foi adequada em homens e em mulheres e do zinco em mulheres. O consumo de bebidas açucaradas foi associado a maiores valores de índice de massa corporal (p= 0,029), circunferência da cintura (p= 0,004) e triglicerídeos (p= 0,023). Esses resultados reforçam a necessidade de intervenção nutricional, especialmente sobre o consumo desses nutrientes e do desaconselhamento em relação ao consumo de bebidas açucaradas, a fim contribuir na prevenção de um novo evento cardiovascular.