Marcadores inflamatórios, maturação oocitária e desenvolvimento embrionário inicial em bovinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Alvarado Rincón, Joao Alveiro
Orientador(a): Corrêa, Márcio Nunes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Veterinária
Departamento: Faculdade de Veterinária
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
HDL
LPS
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/7992
Resumo: A resposta inflamatória surge como mecanismo do sistema imune para combater agentes infecciosos. Estudos sugerem uma associação entre a inflamação e a fertilidade, principalmente devido à modulação e síntese de mediadores inflamatórios. A lipoproteína de alta densidade (HDL) é a principal lipoproteína no fluido folicular, tem propriedades anti-inflamatória e antioxidante, que derivam principalmente de sua composição lipídica, porção de apolipoproteína AI (ApoAI) e paraoxonase-1 (PON1). Por outro lado, os lipopolissacarídeos (LPS) são endotoxinas bacterianas que agem como potente estimulador da resposta inflamatória. Neste sentido, objetivou-se avaliar o efeito do HDL durante a maturação in vitro (MIV) sobre a maturação oocitária e desenvolvimento embrionário, e avaliar o efeito da exposição de oócitos bovinos ao LPS in vitro e in vivo, sobre a maturação oocitária e desenvolvimento embrionário inicial em bovinos. No primeiro estudo, complexos cumulus oócito (COCs) foram suplementados com proteína HDL durante a MIV, após, foram fecundados (FIV) e cultivados in vitro (CIV). No segundo estudo, COCs foram desafiados com LPS durante a MIV e após, passaram pela FIV e CIV. Separadamente, COCs foram submetidos à MIV sem LPS, depois disso passaram pela FIV e, durante os 7 dias de CIV foram desafiados com LPS. Ainda no segundo estudo, novilhas foram desafiadas com LPS intravenoso durante a sincronização da onda folicular. Os animais foram abatidos, os ovários foram coletados e foi realizada a recuperação dos COCs. Os COCs selecionados passaram por MIV, FIV e CIV. Dessa forma, encontramos que, a adição do complexo HDL/ApoAI do plasma humano durante a MIV, na ausência de atividade da PON1, diminui o desenvolvimento embrionário inicial. Ainda, a exposição de oócitos bovinos ao LPS durante a MIV diminui a taxa de maturação nuclear, entretanto, não foi capaz de afetar o desenvolvimento embrionário inicial. Da mesma maneira, a exposição de zigotos ao LPS durante o CIV não afetou o desenvolvimento embrionário. No entanto, a infusão de LPS em novilhas diminuiu a taxa de clivagem, porém o desenvolvimento embrionário foi semelhante ao do grupo não desafiado com LPS. Conclui-se que a interação dos componentes do complexo HDL-ApoAI-PON1, pode afetar a fertilidade bovina, em nível de oócito e subsequente desenvolvimento embrionário. Da mesma, forma o LPS, pode afetar o oócito e desenvolvimento embrionário, entretanto, os mecanismos pelos quais isso acontecem parecem ser diferentes in vitro e in vivo.