Destruição e proteção da cidade de Palmira: patrimônio histórico em meio ao conflito Sírio (2015 - 2017).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Nonato, Diego Rabelo
Orientador(a): Cerqueira, Fábio Vergara
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural
Departamento: Instituto de Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8335
Resumo: O presente texto analisa a destruição do patrimônio de Palmira ocorrida no que podemos chamar de o mais importante conflito político e militar do século XXI e que em 2021 completará dez anos. No contexto da guerra na Síria, o sítio arqueológico da antiga cidade de Palmira teve parte do seu patrimônio arquitetônico dinamitado por um grupo de jihadistas. Ao analisar o ato, contextualizamos a sua relação com ageopolítica do Oriente Médio e suas implicações para o patrimônio e para a identidade nacional do país. O fenômeno das Primaveras chegou à Síria no ano de 2011, trazendo consigo o Estado Islâmico ou Daesh, abrindo um conflito que, de modo geral, é considerado um terrível desastre humanitário, chegando a contabilizar cerca de mais de 250 mil mortos desde 2011. A ferramenta do ato de terror perpetrado pelo Daesh em algumas cidades que caíram sob o seu domínio representa uma luta política que ultrapassa a mira de rifles e balas de morteiros e atinge diretamente a unidade territorial dos povos.