Um modelo não local para a emissão solar do tipo V

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Santos, Michel Silva dos
Orientador(a): Gaelzer, Rudi
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Física
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/9792
Resumo: Existem vários fenômenos diferentes de emissão de rádio que se originam no Sol e estão relacionados com a injeção de partículas energéticas a partir da fotosfera e cromosfera solares para a coroa solar e o meio interplanetário. Neste trabalho, a Emissão Solar de Rádio do Tipo V é considerada, assumindo que a radiação é gerada pelo mecanismo do maser de elétroncíclotron. Um modelo para os parâmetros físicos de uma região de origem localizada diretamente acima uma região ativa na fotosfera solar é empregada. Este modelo se baseia em modelos padrão encontrados na literatura e em observações realizadas por observatórios terrestres e por sondas interplanetárias. A fim de melhorar a eficiência do mecanismo de radiação de cíclotron, o modelo assume que uma cavidade de densidade é formada na região de origem, de tal forma que a frequência de plasma local é menor do que a frequência de cíclotron local. Usando a teoria magnetoiônica dos plasmas, a relação de dispersão e as equações de traçado de raios são resolvidas numericamente para o modo extraordinário lento (modo Z) propagando-se no interior da cavidade de densidade. Além disso, o coeficiente de emissão para o modo de Z também é obtido em cada ponto ao longo do caminho do raio. Sendo o modo Z preso no interior da cavidade coronal, é assumida uma conversão linear de modo a partir do modo Z para o modo ordinário (O) e, em cada ponto da trajetória de raios, é verificada a condição da janela de Ellis, que determina a posição no espaço de fase onde a conversão ocorre. Uma vez convertida para o modo O, a radiação pode se propagar para o espaço interplanetário. Após variar os valores da frequência da radiação e do ângulo de propagação inicial, respectivos ao campo magnético ambiente, os raios no modo Z com um valor positivo do coeficiente de emissão no ponto de partida são seguidos em sua trajetória até que a condição de Ellis é satisfeita ou a onda é atenuada tornando-se ruído de fundo. Os resultados indicam que o maser de elétron-cíclotron é um mecanismo viável para a geração da Emissão Rádio Solar Tipo V.