Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Ferreira, Carina Farias |
Orientador(a): |
Torres, Ariela da Silva |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo
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Departamento: |
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5238
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Resumo: |
É crescente a preocupação com a perda da durabilidade e desempenho das estruturas de concreto. Estas características estão diretamente ligadas aos requisitos de projeto, execução e manutenção, de forma que é de fundamental importância considerar a ação do ambiente na edificação, visto que o concreto comporta-se de forma diferente em razão do local em que estará exposto. Dentre as formas de deterioração pode-se citar como principal a ação de cloretos e CO2 que podem comprometer a funcionalidade e vida útil das estruturas de concreto. Como forma de avaliar a ação destes agentes agressivos e os diversos fatores que influenciam no processo de deterioração, foram desenvolvidos modelos de previsão para estimativa da durabilidade das estruturas de concreto após um tempo determinado. Assim, esta pesquisa teve como objetivo verificar a compatibilização de modelos de previsão de vida útil, existentes na literatura com o processo de carbonatação e penetração de cloretos em estruturas de concreto, expostas na cidade de Pelotas/RS. Para tanto, foi realizado o ensaio natural através da exposição de 60 corpos-de-prova (cilíndricos com 10 cm de diâmetro e 20 cm de altura) em cinco diferentes locais da cidade (um local no bairro Centro, Porto e Fragata e dois locais no bairro Três Vendas) sendo implantados 12 corpos-de-prova em cada localidade. Após tempos pré-determinados de 4, 8, 12 e 16 meses de exposição, uma amostra com 3 elementos, de cada local, foi levada ao laboratório para rompimento e posterior aplicação de nitrato de prata e fenolftaleína para determinação da profundidade de cloretos e CO2 respectivamente. Em seguida foi aplicado o modelo de Bob (1996) para comparação e análise de cloretos e os modelos de Smolczyk (1976), Vesikari (1988), Morinaga (1990), Helene (1997) e Possan (2010) para carbonatação. Como resultado foram encontrados valores significativos tanto para a penetração de cloretos quanto CO2, principalmente devido ao clima da cidade que se mostrou favorável a estes processos. Percebeu-se uma tendência de aumento entre a primeira e última medição para todos os locais analisados, porém a profundidade penetrada não teve um comportamento linear, sendo o tempo a variável que interferiu significativamente no resultado. A aplicação do modelo de Bob (1996) apresentou diferenças entre os valores obtidos com sua aplicação e os dados do ensaio natural, no entanto se mostrou adequado para algumas situações, demonstrando grande potencial em descrever o comportamento da profundidade de cloretos ao longo do tempo para a cidade de Pelotas, sendo necessários alguns ajustes nos parâmetros de entrada. Quanto ao processo de carbonatação, com a aplicação dos modelos de previsão de vida útil, foi possível observar que o modelo de Helene (1997), apesar das diferenças entre os valores obtidos com sua aplicação e os dados do ensaio natural, representou de forma satisfatória a penetração de CO2 ao longo do tempo, muito possivelmente devido às características do concreto utilizado. |