Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Lopes, Dianine Censon |
Orientador(a): |
Leite, Elaine da Silveira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
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Departamento: |
Instituto de Filosofia, Sociologia e Política
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/3997
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Resumo: |
Entendidas como regiões esquecidas pelo processo de desenvolvimento brasileiro, as fronteiras tornaram-se, em 2009, temáticas de um dos programas lançados pela Política Pública de Desenvolvimento Regional. O Programa de Desenvolvimento da Faixa de Fronteira versa sobre a organização e o aperfeiçoamento das políticas públicas como forma de criação de oportunidades para a integração da faixa de fronteira ao cenário de desenvolvimento nacional, orientando essas regiões a determinadas ações em vias do desenvolvimento. Pensando nesse processo e na realidade da Metade Sul do Rio Grande do Sul, esse trabalho buscou compreender de que forma as diretrizes pró-desenvolvimento do Governo Federal configuram um debate recente sobre desenvolvimento regional no poder público da cidade de Jaguarão/RS. Utilizando-se de entrevistas com representantes da administração pública de Jaguarão, dados secundários como documentos, leis, planos e projetos e um diário de campo, articulando a literatura sobre desenvolvimento e regiões fronteiriças com o modelo analítico de planejamento urbano de Vainer (2000) a respeito das analogias constitutivas da cidade-produto, cidade-empresa e cidade-pátria, buscou-se viabilizar tal objetivo. A partir dessa análise, foi possível elencar categorias de desenvolvimento presentes no poder público de Jaguarão, observando a legitimação de uma doxa (Cf. Bourdieu, 2000) presente na cidade que se relaciona, subjetivamente, às doxas de desenvolvimento em curso em outras localidades do Brasil, ainda que a partir de certa interdependência local que configura a relação e as particularidades do espaço, dos atores e do processo em curso (ELIAS, 1999; 2001). Somado a isso, foi possível observar as marcas históricas de uma localidade dita como esquecida pelo Governo Federal em contraposição a uma esperança de crescimento e desenvolvimento a partir do que pode ser entendido como um receituário nacional. |