Estruturação espaço-ambiental da variação morfológica de Eulaema nigrita Lepeletier (Hymenoptera, Apidae, Euglossina) no Nordeste do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: HIRSCHFELD, Maria Noel Clerici
Orientador(a): MAIA, Artur Campos Dália
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia Animal
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34201
Resumo: Mudanças no ambiente podem alterar as pressões de seleção sobre as espécies, causando diferentes tipos de reposta tanto no nível da comunidade quanto no nível populacional, levando a uma diversidade de consequências para a sobrevivência dos indivíduos. A dinâmica da comunidade, interações entre as espécies, os padrões de ocupação do espaço, o comportamento de forrageamento ou as próprias características morfológicas dos indivíduos podem ser alvo de mudança perante ditas modificações nas condições ambientais. Neste cenário, a variação morfológica pode aumentar a capacidade da espécie para ocupar uma variedade de habitats, persistir em ambientes incertos e estabilizar as suas interações com outras espécies cuja incidência e números mudam ao longo do tempo e espaço. Examinamos assim, a variação morfológica em populações de Eulaema nigrita, uma espécie de abelha de ampla distribuição, que habita ambientes abertos, climaticamente extremos ou imprevisíveis e polinizadora de dezenas de espécies de plantas, coletadas em 13 localidades do Nordeste de Brasil, buscando entender como elas respondem às diferentes condições ambientais. Encontramos que as populações de E. nigrita avaliadas apresentaram grande variação morfológica tanto dentro das populações quanto entre elas (as populações variaram significativamente entre os locais) e que a sazonalidade tanto da temperatura quanto da precipitação foram as variáveis mais importantes para entender dita variação nos diferentes atributos morfológicos medidos. Contudo, nem todos os atributos morfológicos definidos variaram de igual forma e em resposta às mesmas variáveis nas mesmas escalas. Assim, os resultados apresentados fornecem evidências empíricas de como a variação morfológica é fundamental para entender as respostas das espécies aos ambientes, suas variações na disponibilidade de recursos, condições limitantes e a importância da variação morfológica na adaptação dos indivíduos a ambientes heterogêneos, tanto espacial quanto temporalmente, atenuando as flutuações sazonais e os efeitos potenciais que as mudanças climáticas podem ter sobre as comunidades de polinizadores nos serviços ecossistêmicos que eles fornecem.