Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Moura dos Santos, Manoel |
Orientador(a): |
Maria de Azevedo Mello Gomes, Isaltina |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3356
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Resumo: |
Esta dissertação teve como principal preocupação compreender como a heterogeneidade discursiva aparece no discurso telejornalístico. Seu principal objetivo foi apontar as vozes antagônicas no discurso heterogêneo do Jornal Nacional(JN), da Rede Globo de televisão. Temos como referencial teórico-metodológico a Análise de Discurso, a partir de Authier-Revuz, utilizando ainda autores como Bakhtin, Bordieu, Berger, Fausto Neto, entre outros teóricos da Análise do Discurso, do jornalismo e da televisão. Sustentamos a hipótese de que os sentidos legitimantes e deslegitmadores a respeito dos Sem-Terra, resultante da heterogeneidade de vozes, é a base para se produzir efeitos de sentidos monofônicos sobre o MST. Se por um lado, esse discurso aponta para a legalização das ações dos Sem-Terra, na medida em que o JN divulga as estratégicas ocupações do MST e assume designações dos Sem-Terra, legitimando-os. Por outro, em sua maior parte, coloca os Sem-Terra na ilegalidade através de textos e imagens que correspondem à posição-sujeito do governo e dos latifundiários, classificando o Movimento como fora da lei e provocando reações deslegitimantes. Diante disso, observamos que a paráfrase e a polissemia são determinantes para o funcionamento da linguagem, na produção do discurso do JN e, por conseguinte, na construção de um único sentido, pois, apesar da polifonia do corpus, os efeitos de sentido são monofônicos. Para desenvolver esta pesquisa, acompanhamos e gravamos, de 1997 a 2002, matérias do JN sobre as ações do MST |