Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
SILVA, Jéssica Dayane da |
Orientador(a): |
MUNIZ, Lilian Ferreira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso embargado |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Saude da Comunicacao Humana
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/49013
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Resumo: |
Os arbovírus têm sido estudados mundialmente há muitos anos por seu potencial de disseminação e adaptação em diferentes ambientes e hospedeiros. As arboviroses podem gerar casos graves com comprometimento articular, hemorrágico, neurológicos e auditivos . A audição, nesses indivíduos, pode sofrer alterações não apenas nas estruturas periféricas, mas também nas vias aferentes e/ou eferentes do sistema auditivo central. Para avaliar a presença de alterações auditivas em indivíduos acometidos por arboviroses, este estudo objetivou verificar a associação entre dificuldades auditivas autorrelatadas e o efeito de supressão das emissões otoacústicas em adultos, após infecção pelos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya. Foram recrutados 30 pacientes adultos com audição normal, com idade entre 22 e 50 anos, que foram infectados por arbovírus. Eles foram submetidos a bateria audiológica básica, seguida da avaliação das emissões otoacústica com e sem adição de ruído contralateral, além da aplicação do questionário Amsterdam Inventory Auditory Disability and Handicap. Após análise dos dados obtidos, verificou-se a presença de emissões otoacústicas, com maiores amplitudes para os homens. Após adição de ruído contralateral, observou-se ausência de supressão das emissões otoacústicas. Quanto ao questionário foi identificada presença de autorrelatos de dificuldades auditivas, com principal queixa de ininteligibilidade de fala no ruído. Após teste de hipótese, verificou-se associação positiva entre a presença de autorrelato de dificuldade auditivas e ausência de efeito de supressão das emissões otoacústicas na população investigada. Desta forma, conclui-se que o houve associação entre a presença de dificuldades auditivas autorrelatas e a ausência de supressão das emissões otoacústicas, indicando alterações na via auditiva eferente após infecções por arboviroses. Os achados apontam para a necessidade da avaliação do sistema eferente auditivo na vigência da dificuldade de compreensão da informação sonora após a infecção por arbovírus. |