Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
YOUSSEF FILHO, Adnan Assad |
Orientador(a): |
SCOTT, Russell Parry |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Antropologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/40156
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Resumo: |
Os dados do Censo Agropecuário de 2017 ratificaram a importância dos agentes da agricultura familiar. Mas, ao mesmo tempo apontaram a diminuição do quantitativo de estabelecimentos rurais pertencentes a esta categoria. Tal incoerência sugere continuidade da concentração fundiária e dificuldades para sobreviver a partir da renda da terra. Nesse cenário, encontra-se o Projeto de Assentamento Nova Amazônia com elevado índice de evasão fundiária e pressões econômicas para o direcionamento de sua produção para o mercado. O objetivo desta pesquisa é compreender os obstáculos que os residentes nesse assentamento enfrentam para sobreviver a partir da renda da terra. A partir dessa proposta, entende-se que os meios de acesso a terra, os modos de organização do trabalho e da produção, assim como a forma de acesso a mercados são dimensões fundamentais à compreensão desse processo. O estudo teve caráter qualitativo, privilegiando as narrativas de moradores e moradoras do assentamento. Os resultados sugeriram uma disputa latente por territórios, onde a classe dominante, devido às demandas alimentares e dependência destes sujeitos para tal fornecimento, optou por manter a agricultura familiar sob sua subordinação e confinada a determinados espaços de produção. Para tal fim, impõem limitações por meio das políticas públicas de acessos a terra, ao capital e ao mercado. |