Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
BARBOSA, Josemar José |
Orientador(a): |
BARROS, Kazue Saito Monteiro de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Administracao
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/15032
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Resumo: |
As discussões recentes sobre humanização na assistência à saúde têm aparecido com bastante frequência na agenda social. Essas discussões nascem das reivindicações dos cidadãos por seus direitos, que convocam os gestores a elaborar projetos que viabilizem uma melhor qualificação nos serviços prestados. Movido por esta preocupação, o Ministério da Saúde lançou em 2000 o Programa de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), ampliando-o em 2004 e em 2006 com a publicação do Documento Base do HumanizaSUS, que é parte integrante do Programa Nacional de Humanização. A temática da humanização ocorre numa época em que a crise nas instituições é evidenciada a todo instante e os valores tradicionais defendidos com afinco tornaram-se obsoletos, não servindo mais como respostas para as questões hodiernas. O humano que se transhumaniza e as verdades científicas passam a ter prazo de validade cada vez menor. É neste contexto da Modernidade Líquida (BAUMAN, 2001, 2011), que este trabalho se insere. Partindo de uma abordagem linguístico-discursiva, o estudo tem como objetivo principal demonstrar que, apesar do agravamento das contradições no mundo contemporâneo, da maquinização do homem e do esfacelamento das instituições, é possível estabelecer relações humanizadoras no cuidado de si e cuidado com o outro. Embora a expressão “humanizar o humano” a uma primeira vista pareça paradoxal, entende-se aqui que, sendo a humanização um longo processo histórico e social, ele se dá predominantemente na e pela linguagem. Tendo a linguagem essa importância, necessita-se então repensála e reelaborá-la, de modo que seja ela a grande política de ação. Propõe-se então, numa perspectiva multidisciplinar, a partir do conceito de mundo sóciosubjetivo (BRONCKART, 1999), de footing (GOFFMAN, 2002) e de dialogismo (BAKHTIN, 2000, 2004) apresentar contribuições da Linguística para o debate sobre o tema da Assistência Hospitalar Humanizada. |