Efeitos do treinamento físico moderado sobre o estresse oxidativo e expressão de receptores glutamatérgicos e gabaérgicos no tronco encefálico de ratos submetidos a restrição proteica materna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: BERNARDO, Elenilson Maximino
Orientador(a): LAGRANHA, Claudia Jacques
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Bioquimica e Fisiologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/51807
Resumo: Estudos demonstram uma forte correlação entre insultos nutricionaisinadequados, como a desnutrição proteica, durante os períodos de gestação e de lactação na gênese de doenças crônicas, incluído a hipertensão. Entre vários mecanismos levantados para tais patologias, o estresse oxidativo tem uma influência relevante. Em contraste, o exercício físico moderado é apontado como um modulador positivo do estresse oxidativo e do fluxo simpático central, reduzindo o risco do surgimento dessas doenças, sendo ele uma estratégia para combater o aparecimento e/ou progressão de doenças crônicas. Desta forma, o presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento físico moderado sobre o balanço oxidativo e a expressão de peptídeos excitatórios e inibitórios no tronco de ratos jovens submetidos a desnutrição proteica materna. Inicialmente, 8 ratas prenhas foram divididas em dois grupos experimentais: controle (C) e desnutrido (D), que receberam respectivamente uma dieta contendo 17% e 8% de caseína durante toda a gestação e lactação. Durante os dias 26, 27 e 28 os animais realizaram o teste de esforço incremental em esteira, aos 30 dias de vida, os grupos controle (C) e desnutridos (D) foram subdivididos em grupos não treinados (CNT e DNT) e treinados (CT e DT), sendo então submetidos a um programa de treinamento físico moderado (50% da capacidade máxima de corrida) em esteira ergométrica durante 4 semanas durante 1 hora por dia. Aos 60 dias, o tronco encefálico foi coletado e as seguintes análises foram realizadas: atividade enzimática da citrato sintase, biomarcadores do estresse oxidativo: MDA e Carbonilas; atividade das enzimas antioxidantes SOD, CAT, e GST; atividade do sistema antioxidante não-enzimático: Sulfidrilas, GSH,GSSG e a Razão GSH//GSSG; expressão gênica dos peptídeos excitatório (GRIN1 e GRIA1); expressão gênica dos peptídeos inibitórios (GABRA1, GABRB2, GABARAPL1 e GAD); e a expressão gênica da UCP2. De forma resumida, observamos que os animais que receberam uma dieta com menor teor de proteínas apresentaram prejuízo no metabolismo oxidativo, desbalanço no estado REDOX e uma maior sensibilidade a impulsos excitatórios. Por outro lado, o exercício físico reverteu o estresse oxidativo e modula de forma inversa a expressão dos peptídeos excitatórios e inibitórios no tronco encefálico dos ratos desnutridos.