Da nudez do ser à mudez do ser : a possibilidade da linguagem originária em Heidegger

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: de Fátima Batista Costa, Maria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Ser
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6473
Resumo: O tema desse trabalho é a relação entre Ser e linguagem em Martin Heidegger e virá à fala pelo crivo de sua questão fundamental, a saber, a questão ontológica do sentido do ser. O esteio das obras de Heidegger é o inevitável entrelaçamento ser-homem-verdade-linguagem sob o crivo da questão da origem. Do seu projeto investigativo pode-se dizer que visa desdobrar a essência do homem que acontece como linguagem, sendo esse um trabalho de escuta, compreensão e interpretação da questão da origem um trabalho de garimpo com uma linguagem que faz renascer o pensar e a linguagem ocidental dos escombros do próprio pensar e da linguagem da tradição ocidental. A linguagem é acontecimento por excelência de mundo e coisas e homem. Somente a linguagem concede ser ás coisas ela é propriamente possibilidade de existência das coisas. O título deste trabalho, Da Nudez do Ser à Mudez do Ser (A possibilidade da linguagem originária em Heidegger), Nudez e Mudez são instâncias metafóricas usadas para designar o estado de nu, a ausência de ornatos, donde brota a fala. A fonte de toda linguagem é, em si, linguagem originária, abertura na verdade do ser. Pensar a relação do ser com a linguagem implica em trazer a linguagem enquanto linguagem à fala , ou seja, deixar que ela se mostre per si, o que implica também afirmar que a linguagem constitui o fundamento de toda experiência do real