A lógica do capital e do estado na provisão dos meios de consumo coletivo: uma experiência de responsabilidade social no campo da assistência à criança

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Maria Saraiva, Joseana
Orientador(a): Regia Fernandes Gehlen, Victoria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9317
Resumo: Trata-se de um estudo que tem por objetivo apreender o significado e as tendências assumidas pelas iniciativas de responsabilidade social empresarial. Para compreensão dessa temática buscou-se uma explicação à luz da teoria da racionalidade econômica apontada por Lojkine, segundo a qual os serviços de assistência social se inserem entre as despesas que não tem retorno, na medida em que não criam valor, mas ao contrário, efetivam despesas de consumo supérfluas e, portanto, sem valor para o capital. Como não são criadores de valor, não interferem diretamente na produção de mais valia, embora estejam relacionados com processos indispensáveis à acumulação do capital. Utilizou-se na análise um enfoque qualitativo, privilegiando o estudo de caso, tendo como referência a experiência do Programa Florescer, exercício de responsabilidade social da Alimentos do Brasil, executada em parceria com a Universidade Federal Rural de Pernambuco e a Prefeitura Municipal, junto à rede de Educação Infantil. A partir da hipótese de trabalho e dos objetivos delimitados no estudo constituíram indicadores expressivos na análise do discurso o sentido político das ações e sua conseqüência para missão empresarial, bem como os resultados apontados pelos discursos dos agentes envolvidos no projeto / programa. Nas análises e interpretação dos resultados considerou-se que apesar da política de privatização e de presença crescente do investimento social privado na área de proteção social, não se pode dizer que sua atuação tem compensado em termos de investimento real a retirada do Estado. A provisão dos meios de consumo coletivo, particularizando nesse estudo, as creches e pré-escolas, continua sujeitas a restrições e limitações historicamente observadas