A construção discursiva sobre juventudes nas políticas públicas do Município do Recife

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: AGUIAR, Suenne Santos de
Orientador(a): SILVA, Maria Sandra Montenegro
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Direitos Humanos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44970
Resumo: Esta pesquisa analisou o discurso político sobre juventudes no Plano Municipal de Juventude do Recife. Inicialmente foi realizado um levantamento do trajeto histórico construído sobre juventudes, em nível nacional, que permitiu importantes apreensões que deram respaldo à análise perseguida. A pesquisa teve como objetivos analisar de forma interpretativa o conteúdo político do discurso, a imagem dos jovens para quem se construiu o discurso, a verificação da aproximação ou do distanciamento do discurso em face ao referencial teórico, a apreensão do discurso em face à tríade educação, cultura e direitos humanos, e situar a juventude a que o discurso se direcionou. Os indicadores negativos da cidade, no que tange a violência, desigualdades e vulnerabilidades, expõem os jovens pobres recifenses ao cerceamento de direitos e possibilidades. Tal fator instigou a hipótese da pesquisa, que se constituiu na possibilidade de a imagem construída do jovem, no discurso, apresentar ainda uma visão correlacionada ao crime, aos estigmas e às políticas higienistas. O respaldo teórico foi concebido pela análise de discurso de orientação francesa e pelos autores que fundamentam questões como sociedade, formação identitária, educação, cultura, direitos humanos, políticas públicas e juventudes. Através da análise interpretativa do discurso político do plano e das categorias educação, cultura e direitos humanos, foi observado que apesar de o discurso apontar para uma visão propositiva dos jovens da cidade que refuta a hipótese sustentada, o discurso analisado silencia demandas sociais inerentes e apensas às juventudes e não se mostrou capaz de reverter as condições limitantes, impossibilitantes e excludentes que atingem os jovens da cidade, tampouco as distribuições desiguais de poder que se mantêm socialmente.