Detalhes bibliográficos
| Ano de defesa: |
2022 |
| Autor(a) principal: |
OLIVEIRA, Jéssica Ribeiro de |
| Orientador(a): |
CARVALHO, Mário de Faria |
| Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
| Tipo de documento: |
Dissertação
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| Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
| Idioma: |
por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Educacao Contemporanea / CAA
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: |
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| Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/49763
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Resumo: |
Nas linhas que se apresentam nessa pesquisa-vida ensaio a minha trajetória enquanto mulher-pesquisadora que tece diálogos com as outras e que, no encontro com elas, propõe modos singulares e ‘menores’ de pensar possibilidades educativas a partir das fissuras da arte em barro de mulheres-artesãs de Tracunhaém, Pernambuco. Dessa maneira, busquei uma análise, ou uma erótica da arte (SONTAG, 1987) que, entrelaçada a métodos da análise cultural (COSTA, 2010; WORTMANN, 2002) e da cartografia (ROLNIK, 2016; DELEUZE; GUATTARI, 1995), pudesse ressaltar uma pedagogia cultural subversiva. Para tanto, dialogo em meu aporte teórico com estudiosas do campo dos Estudos Culturais (ESCOSTEGUY, 1998; 2010; HALL, 2013; 2014; 2016; SILVA, 2005; 2006; 2014) e dos Estudos Feministas e de Gênero (LOURO, 1997; 2000; BUTLER, 2017; GIUNTA, 2020; hooks, 2019a; 2019b; 2020; HOLLANDA, 2019, 2020) com o intuito de observar fenômenos sociais, culturais e educativos que capazes de subverter o modo dominante de perceber e sentir a vida. Neste sentido, trouxe como objetivo desta pesquisa compreender como as obras de arte em barro, produzidas por mulheres artesãs de Tracunhaém, Pernambuco, significam pedagogias culturais subversivas sobre a arte, o gênero e o feminismo. Assim, apostei nas fissuras, frestas e brechas das obras de arte em barro e nas narrativas de mulheres artistas, de modo a perceber que se pode fazer florir sabedorias que subvertem as lógicas hegemônicas. Desse modo, tracei como objetivos específicos: pensar os discursos de gênero encontrados nas obras e contar como tais saberes são representados com intuito de explorar quais práticas pedagógico-culturais estão nas fissuras. Permite-me olhar e ser olhada pelas obras de arte das artistas-mulheres de Tracunhaém, mergulhar no desejo e permitir abrir tais fendas. Caminho com as mulheres durante todo o texto, elas que me inspiram no pesquisar-viver e que possibilitaram ir ao encontro das obras de arte moldadas no barro que se costuram as narrativas de quem cria e de quem consome a arte, problematizando as pedagogias culturais que significam, subversivamente, outras possibilidades de re-existir. |