O trabalho na saúde pública: uma análise a partir do Programa de Acreditação Hospitalar no Hospital Getúlio Vargas – HGV

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: SILVA, Camila Fernandes Bezerra da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Servico Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/28123
Resumo: Situado no interior do debate sobre a crise do capital na atualidade e nela, o movimento de contrarreforma na saúde pública brasileira, o presente estudo possui como foco a discussão sobre as formas de exploração e precarização da força de trabalho na saúde a partir do Programa de Acreditação Hospitalar (PAH). Este está pautado por uma racionalidade empresarial e gerencial típicas da atual conjuntura do capital e surge nos hospitais públicos do Brasil como caudatário de uma proposta alternativa aos entraves no atendimento e funcionamento das unidades do SUS (Sistema Único de Saúde). O objetivo central deste trabalho é analisar as implicações existentes entre a Acreditação Hospitalar e a exploração e precarização da força de trabalho na atualidade. Nesta direção, a categoria central de análise desta pesquisa será a força de trabalho e sua utilização na atualidade e especificidade do serviço de saúde pública. O setor de saúde caracteriza-se como espaço privilegiado para a lucratividade do capitalismo, que adentra fortemente a esfera pública através do movimento de contrarreforma. A proposta é de repasse da gestão do SUS para outras modalidades de gestão não estatal, sendo o PAH uma das faces desta lógica. O PAH é uma ferramenta de consenso e racionalização do processo de trabalho nas instituições hospitalares, privadas e públicas, o qual insere a responsabilidade pela qualidade, ou a falta dela, nos profissionais da saúde. Assim, exige que estes se comprometam, envolvam-se e ―acreditem‖ que podem ofertar serviços de qualidade. É parte constitutiva do atual processo de reestruturação produtiva do capital possuindo uma lógica gerencialista, empresarial e racionalizadora dos serviços e que tem seus princípios e objetivos similares ao modelo toyotista de produção, pois, têm como essência o envolvimento e controle máximo dos trabalhadores no processo de trabalho.