Estudo experimental de nova abordagem para remoção e fixação do encéfalo em cadáveres humanos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: de Oliveira Barros, Ronivaldo
Orientador(a): Lys Medeiros, Paloma
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9081
Resumo: O exame neuropatológico do encéfalo humano é uma etapa fundamental nas necropsias clínicas e médico-legais. Esse exame é mais efetivo quando realizado por neuropatologista e após fixação do encéfalo. Todavia, o menor tempo exigido para a fixação pela técnica padrão é de duas semanas, o que, nos casos de necropsia médico-legal, inviabiliza a entrega do laudo pericial dentro do prazo legal de dez dias. Assim, este estudo objetivou desenvolver uma nova abordagem para acelerar a fixação do encéfalo sem prejuízo ao exame macroscópico e microscópico. O material utilizado na pesquisa constituiu-se de 30 encéfalos removidos de cadáveres de indivíduos com idade entre 12 e 68 anos, de ambos os sexos, que não tiveram como causa da morte traumatismo crânio-encefálico e cuja necropsia foi realizada nas primeiras 24 horas após o óbito. O material foi dividido para o estudo em um grupo controle (Grupo C) e um grupo experimental (Grupo E), cada um com 15 encéfalos. No grupo experimental os encéfalos foram cortados in situ, com o uso de instrumento cortante, ao nível do plano horizontal de abertura da calvária, o que separou o encéfalo em dois segmentos: o superior e o inferior. Esses segmentos foram fixados com as superfícies planas, de corte, repousando sobre o fundo plano de recipiente contendo a solução fixadora. No grupo controle, os encéfalos foram removidos e fixados pela técnica padrão. Em ambos os grupos utilizaram-se como fixador formalina a 3,74%, na quantidade de cinco litros. Os encéfalos dos grupos controle e experimental foram submetidos ao exame macroscópico, com realização de cortes horizontais. Do hemisfério cerebral direito de ambos os grupos, foram coletados fragmentos de tecido nervoso, cujas preparações foram examinadas por especialista. As análises estatísticas dos escores obtidos no exame macroscópico e microscópico não revelaram diferenças significativas entre os grupos. O resultado obtido é atribuído ao fato de que a secção horizontal in situ do encéfalo, durante a sua remoção, diminui a espessura do órgão, acelerando a sua fixação, o que permite o exame entre o oitavo e décimo dia de fixação. Assim, a abordagem proposta acelera a fixação do encéfalo sem prejuízo ao exame macroscópico e microscópico, permitindo a elaboração do laudo nas necropsias médico-legais dentro do prazo legal