Uso do extrato etanólico das cascas do caule de Lonchocarpus araripensis associado ao itraconazol no tratamento da esporotricose em felinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: BRIZENO, Mayza Costa
Orientador(a): SILVA, Eliete Cavalcanti da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Morfotecnologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/46244
Resumo: A esporotricose é uma zoonose causada por algumas espécies do gênero Sporothrix que acomete uma variedade de animais, sendo os gatos os mais afetados. Ao infectar um indivíduo, seja ele humano ou de outra espécie, essa doença pode causar lesões cutâneas ou se apresentar de forma sistêmica na minoria dos casos. O itraconazol é a medicação mais utilizada como forma de tratamento, por apresentar um largo espectro de ação nas micoses superficiais e sistêmicas. Entretanto, alguns felinos podem não apresentar sinais de melhora clínica ao uso dessa medicação, ou ainda, o processo de cura total, sem recidiva da doença, pode ser muito longo e penoso, visto que o animal deve permanecer em isolamento, o que justifica a procura por novas drogas mais efetivas e menos tóxicas aos pacientes. Nesse contexto, a utilização de medicações naturais pode ser uma importante alternativa no tratamento. Nesse estudo pretendeu-se avaliar a eficácia do uso de um extrato fitoterápico no tratamento da esporotricose felina em dois grupos, sendo um Controle (grupo A – Itraconazol) e o outro Experimental (grupo B – itraconazol associado ao extrato etanólico). O extrato foi produzido a partir de cascas do caule de Lonchocarpus araripensis, uma espécie pertencente à família Fabaceae. O produto da extração foi liofilizado e armazenado em frascos âmbar em freezer, posteriormente diluído em água e administrado por via oral na dose variável entre 0,5ml e 1,0ml com intervalo de 24 horas. Foram selecionados 20 gatos acometidos pela esporotricose, com idade entre seis meses e quatro anos, residentes na Região Metropolitana do Recife. Os animais foram avaliados com visitas quinzenais durante um período de 90 dias, nas quais eram realizadas as medições e as fotografias das lesões cutâneas e a verificação dos sinais clínicos para análise comparativa quanto a evolução do tratamento. Ao término das avaliações, os dados coletados foram tabulados e submetidos ao teste estatístico G e não foram identificadas diferenças significativas entres os grupos A e B, tendo ambos apresentado semelhanças quanto à cicatrização das lesões e o desaparecimento dos sinais clínicos como a presença de lesões cutâneas, comprometimento da região nasal e os sinais respiratórios. Constatando-se que para haver uma melhor avaliação da eficácia cicatrizante do extrato vegetal é necessário um estudo mais amplo testando-se a eficácia de outras dosagens.