Comunicação social em estudantes universitários com TEA : Implicações para o desempenho acadêmico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: SANTOS, Tácia Soares dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Saude da Comunicacao Humana
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52029
Resumo: O presente estudo teve como objetivo investigar as habilidades de comunicação social de estudantes universitários com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sua relação com o desempenho acadêmico. A amostra foi composta por nove estudantes com diagnóstico de TEA, regularmente matriculados em cursos de graduação de uma universidade pública do estado de Pernambuco. Para coletar os dados, foram realizadas entrevistas individuais e a aplicação de um questionário online, buscando identificar aspectos relacionados ao uso funcional da comunicação e a sua influência no desempenho acadêmico no contexto universitário. Os dados quantitativos foram submetidos a análises estatísticas descritivas, enquanto os dados qualitativos foram analisados por meio do emprego de técnicas de análise de conteúdo. A avaliação das habilidades pragmáticas da comunicação foi realizada com base em um instrumento específico, adaptado exclusivamente para este estudo, permitindo observar e analisar o desempenho dos participantes nessas habilidades. A análise dos dados descritivos revelou que a amostra é composta principalmente por mulheres com TEA, com uma idade média de 22 anos e baixa renda. Foi constatado que o diagnóstico do transtorno foi feito após a infância, o que teve repercussões no processo de aprendizagem e inclusão durante a educação básica. Também foram identificadas dificuldades significativas na comunicação social, incluindo experiências de preconceito e bullying. No contexto do ensino superior, a análise do desempenho acadêmico evidenciou desafios no acompanhamento sequencial do currículo escolar, com presença de reprovações, seja por avaliações, por frequência ou ambas, bem como a possibilidade de conclusão do curso além do período previsto. A análise das habilidades de comunicação social revelou déficits importantes, como dificuldades na compreensão e processamento de informações em sala de aula, na participação em discussões e atividades em grupo, na interação com colegas de classe e professores, e autonomia, sendo observado, na maioria dos casos, a necessidade de apoio institucional adicional para enfrentar os desafios de comunicação na educação superior. Além disso, a falta de acessibilidade educacional no ambiente universitário, indicada principalmente pela a ausência de estratégias educacionais para promoção de uma educação inclusiva, foi considerada um fator gerador de angústia, ansiedade e barreiras à aprendizagem, com impacto sobre o desempenho acadêmico e participação dos estudantes com TEA no ensino superior. Foi constatada uma relação entre a comunicação social dos estudantes universitários com TEA e seu desempenho acadêmico. Diante disso, destaca-se a importância de implementar adequações pedagógicas para garantir a inclusão e a permanência desses estudantes no ensino superior, alinhando-se aos princípios da educação inclusiva. É fundamental adotar estratégias que promovam uma comunicação efetiva e proporcionem um ambiente de aprendizado acessível e inclusivo, visando apoiar o sucesso acadêmico e desenvolvimento pessoal desses estudantes.