A linguagem como fundamento da Ética : uma perspectiva marxista da moral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: PORDEUS, Renato Campos
Orientador(a): MELO, Fernando Jader de Magalhães
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6103
Resumo: Analisamos nesta dissertação a ética em uma perspectiva materialista histórica, utilizando como base a Ideologia alemã de Karl Marx e Friedrich Engels e Marxismo e a filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin. Procuramos demonstrar que o modo de produção material tem relação direta com os costumes humanos e que não é o indivíduo que faz sua ética, mas sim sua condição histórica. Dessa forma, a liberdade humana não é advinda do consciente humano, mas da dialética entre a vontade do homem e o contexto histórico que este estar inserido. Assim, é a relação com a natureza que determinará o modo de produção do homem. Ele servirá de infraestrutura para a criação das relações sociais humanas. As relações sociais advindas do modo de produção geram a necessidade de comunicação entre os indivíduos, daí o surgimento da linguagem. A linguagem é a necessidade física de se relacionar com o outro, é ela que proporciona ao homem tornar-se um ser social. Para Marx, a linguagem é a consciência real prática, pois existe para os outros homens. A linguagem como representação material das relações sociais humanas não pode ser desassociada de uma ética que vise a uma mudança real da sociedade