Avaliação funcional de motivos da proteína de ligação à POLI-A 1 (PABP1) na interação com parceiros em Leishmania infantum
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Genetica |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44953 |
Resumo: | Protozoários patogênicos do gênero Leishmania apresentam o controle de expressão gênica predominantemente pós-transcricional, onde proteínas de ligação ao RNA parecem atuar, como a proteína de ligação à cauda poli-A (PABP). Três PABPs homólogas foram descritas em Leishmania, estruturadas em uma região N-terminal com motivos de reconhecimento ao RNA (RRMs), uma região de ligação (linker) e um domínio MLLE de ligação a peptídeos. Pretendendo ampliar a compreensão de papéis da PABP1 na iniciação da tradução, o estudo objetivou identificar regiões associadas à essencialidade e interações importantes. A PABP1 associa-se a mRNAs específicos e ao complexo eIF4F constituído por EIF4E4 e EIF4G3. Motivos nos RRMs 1 e 2, na região de ligação e no domínio MLLE foram mutagenizados previamente e determinados como importantes para a função da PABP1. Nesse trabalho, mutantes nos RRMs 3 e 4 foram gerados e avaliados quanto aos potenciais em complementar a ausência da PABP1 nativa em Leishmania infantum, onde o MLN (RRM4) foi incapaz de compensar esse efeito deletério. Para a PABP1, ensaios de co-precipitação e análises por espectrometria de massa indicaram interações com diferentes parceiros. Ensaios com as proteínas mutantes determinaram os motivos LMW (RRM2), MLN e TGM (MLLE) como essenciais na co-precipitação com EIF4G3, EIF4E4 e a quinase CRK3, respectivamente. Os resultados sugerem o motivo MLN como crítico para a atividade da proteína e o RRM12 como sítio de interação a componentes do eIF4F canônico. |