Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
MORAIS, Gleydson Silva |
Orientador(a): |
CAMPOS, Shirley Lima |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso embargado |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Fisioterapia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/39137
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Resumo: |
Durante a internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pacientes conscientes mas em uso de ventilação mecânica (VM) possuem restrição à comunicação devido ao bloqueio ocasionado pela via aérea artificial. Assim, os conteúdos de comunicação destes pacientes podem ser negligenciados e/ou desconhecidos. Nossos objetivos foram explorar e sintetizar os conteúdos de comunicação descritos na literatura na narrativa de pacientes críticos que vivenciaram a ventilação mecânica na UTI (Artigo 1), analisar as necessidades de comunicação e de conteúdo comunicativo vivenciados por pacientes sob VM e seus familiares, e comparar os conteúdos comunicativos na perspectiva dos pacientes, familiares e equipe profissional da UTI (Artigo 2) , e analisar o conteúdo e contrastes das narrativas de pacientes críticos e fisioterapeutas sobre a comunicação no ambiente de UTI (Artigo 3). No Artigo 1, 8 artigos qualitativos sobre a comunicação em UTI adultas foram analisados, envolvendo 131 pacientes. Nos artigos 2 e 3, 07 pacientes, 09 familiares e 25 profissionais de saúde, foram entrevistados sobre as necessidades de comunicação verbal e de conteúdo comunicativo na condição de uso de ventilação mecânica. No artigo 2, a análise qualitativa das narrativas seguiu o método de Bardin, e as categorias foram classificadas de acordo com a Hierarquia de Necessidades Básicas de Maslow adaptada a UTI. Para o artigo 3, foi desenvolvida uma análise lexicográfica dos dados através do software IRAMUTEQ. Nos resultados, a revisão apontou que a comunicação dos pacientes abrange temas que podem ser categorizados em sintomas e sensações físicas, sintomas psicológicos, solicitação de informações e serviços médicos, emoções e sentimentos e outros. No estudo 2, as entrevistas demonstraram que os pacientes necessitam comunicar principalmente conteúdos sobre Amor e Pertencimento, como expressar sentimentos, contatar familiares, pedir informações sobre o lar, expressar gratidão e amor pelos seus. Para os familiares, os temas relacionados à Segurança foram mais frequentes, principalmente relacionados a orientação temporal/espacial do paciente e à manutenção de uma percepção adequada da realidade. Para os profissionais, o tema Fisiologia foi o mais prevalente, com ênfase nos aspectos sintomatológicos. O artigo 3 evidenciou que fisioterapeutas enfatizam os temas relacionados com a fisiologia, enquanto pacientes optam por comunicar aspectos emocionais e pessoais, além dos sentimentos e expectativas sobre sua internação. A comunicação com o paciente no leito foi considerada complicada e difícil, mesmo com a utilização de ferramentas auxiiares. Conclui-se que a revisão demonstrou uma complexidade do conteúdo comunicativo dos pacientes, mostrando a necessidade de estudos para compreensão deste conteúdo. Os estudos exploratórios evidenciaram a necessidade e o conteúdo comunicativo de pacientes, familiares e profissionais intensivistas não é homogêneo, com temas que diferem de acordo com as vivências e perspectivas de cada grupo entrevistado. Por fim, sugerimos a realização de estudos mais aprofundados para uma melhor compreensão desta temática, permitindo o direcionamento das condutas médicas e uma melhor interação dos familiares com o paciente em VM com base nas suas reais necessidades de comunicação, possibilitando o desenvolvimento de novas tecnologias e formas alternativas de comunicação com base no conteúdo explorado neste estudo. |