Efeitos de borda, de parâmetro da paisagem e da presença de espécies exóticas na quantidade de carbono estocada em fragmentos de florestas secundárias de mata atlântica em Aldeia, região metropolitana do Recife

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: SOUZA, Analice Araújo de
Orientador(a): COSTA, Cecília Patrícia Alves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia Vegetal
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16921
Resumo: As florestas secundárias têm aumentado sua cobertura vegetal uma vez que as áreas outrora usadas para agricultura ou outro tipo de uso do solo são abandonadas, chegando a constituir mais da metade das florestas tropicais. Algumas delas apresentam elevada abundância de espécies exóticas em sua composição, passando a exibir uma combinação de espécies jamais observada anteriormente, dando origem aos ecossistemas emergentes. Este estudo procurou analisar a os efeitos de borda, a presença de espécies exóticas e parâmetro da paisagem na quantidade de carbono estocada pelas florestas secundárias da região de Aldeia, Pernambuco, avaliando também dois atributos ecológicos (estágio de sucessão e estrato que a espécie ocupa na floresta) das espécies encontradas. Dos indivíduos coletados, 88,5% pertenciam ao estágio sucessional das pioneiras, seguidos das exóticas (3,3%), secundárias (2,7%) e clímax (1,1%). Em todas as distâncias da borda, as nativas estocaram significativamente mais carbono que as exóticas, entretanto, não foi observado efeito de borda atuando sobre as mesmas, tampouco na distribuição dos grupos ecológicos analisados, sendo as pioneiras aquelas que contribuíram com o maior estoque de carbono de 0 a 400 m da borda. A média de carbono estocado pelas áreas foi de 40,70 ± 19,71 tC/ha, não havendo correlação entre o percentual de habitat do entorno e a quantidade de carbono estocada ou pelo tamanho da área e o carbono armazenado por ela. Também não foi observada diferença entre o carbono estocadoquando a espécie no núcleo da parcela era exótica ou nativa, que armazenaram em média 32,3 tC/ha e36,4 tC/ha, respectivamente. Ainda, a presença de espécie exótica no núcleo da parcela não influenciou a quantidade de carbono estocada pelas espécies nativas, que estocaram similar quantidade de carbono independente da presença de espécies exóticas no núcleo das parcelas.