Medicina de precisão em oncologia : análise de potenciais marcadores moleculares para o carcinoma hepatocelular e o câncer de mama

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: BORBA, Maria Amélia Carlos Souto Maior
Orientador(a): MARTINS, Danyelly Bruneska Gondim
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia Aplicada a Saude
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/38487
Resumo: A medicina passa neste momento por uma transformação onde as análises moleculares têm sido associadas com desfechos clínicos e contribuído para as decisões terapêuticas; dando origem a medicina de precisão. Esta se fundamenta no princípio de que cada indivíduo é único em sua identidade genética, metabólica e ambiental. O avanço das tecnologias em saúde tem impulsionado a pesquisa e validação de novos biomarcadores, e a oncologia é uma das áreas terapêuticas que tem maior evolução. O objetivo foi avaliar potencias marcadores moleculares do câncer de mama e hepatocelular. Um artigo Editorial comenta o papel dos dispositivos point-of-care na aplicação da medicina de precisão e discute a importância de estudos clínicos randomizados prospectivos e retrospectivos baseados na individualidade dos pacientes. Três diferentes abordagens moleculares foram utilizadas para aplicar estes conceitos no estudo da oncologia. A primeira trata de um caso clínico de carcinoma hepatocelular no qual o perfil genômico de mutações nos genes BRAF, CTNNB1, ERBB2, FBXW7, HF1A, KRAS, NRAS, PIK3CA, TP53permitiu associar as alterações nas vias metabólicas com o desenvolvimento clínico do paciente, que não seguiu o prognóstico esperado. A segunda abordagem foi baseada na análise in silico de mutações em alelos pobre metabolizadores do gene CYP2D6 (CYP2D6*7 e CYP2D6*14A), e permitiu avaliação impacto estrutural e funcional na enzima, demonstrando como estas alterações podem prejudicar o metabolismo do tamoxifeno, o pilar do tratamento endócrino do câncer de mama. A terceira abordagem molecular foi focada no estresse oxidativo e seu papel na saúde e na doença, que foi revisado no capítulo de livro e deu origem a uma hipótese de via molecular testada no câncer de mama. Desta forma, foi avaliada a expressão gênica dos genes PPARG, SIRT1, NFE2L2, UCP2 e RAC1 em amostras teciduais de câncer de mama. Os resultados demonstram correlação significativa entre os genes PPAGR e SIRT1 (p=0,0156), PPARG e NFE2L2 (p=0,0182); e NFE2L2 e RAC1 (p=0,0043), demonstrando o que pode haver um eixo de regulação metabólica e anti-oxidante no câncer de mama entre esses genes. Além disso, a expressão de PPARG foi associada ao estadiamento (p=0,00335 I vs III), a de RAC1 ao estadiamento [I vs II (p=0,0165) e I vs III (p= 0,0161)], tamanho do tumor (T1 vs T3, p=0,0347) e subtipos [HER2 vs Luminal (p=0,0036) e HER2 vs Triplo Negativo (p=0,0152). Em conclusão, o presente trabalho demonstrou, corroborando com outros estudos, que as ferramentas moleculares constituem o caminho para a oncologia de precisão, levando ao desenvolvimento tecnológico, à otimização dos custos e a eficiência para o tratamento do câncer