Influência da infecção pelo parvovírus humano B19 na Artrite Reumatóide

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Luiz de Souza Santos, Robson
Orientador(a): Rosângela Cunha Duarte Coêlho, Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
IgG
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7169
Resumo: Descoberto em 1975 o Parvovírus B19 (B19V) é o único membro da família Parvoviridae que apresenta comportamento patogênico em humanos. A persistência do vírus em vários tecidos, após infecção aguda, assim como sua presença em doenças do tecido conectivo e/ou autoimunes, reforça sua associação com várias patologias entre elas a Artrite Reumatóide (AR). Este trabalho teve como objetivos: verificar a associação entre infecção pelo B19V e o desenvolvimento da AR, traçar o perfil dos pacientes com AR quanto à atividade da doença utilizando o HAQ (The Health Assessment Questionnaire) e CDAI (Clinical Disease Activity Index) e correlacionar os dados encontrados com o resultado da sorologia para B19V. Trata-se de um estudo do tipo caso-controle com 92 portadores de AR e 92 com Osteoartrite (OA) constituindo o grupo controle, ambos originados do Ambulatório de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. O estudo foi realizado de março a novembro de 2007. A sorologia para quantificação de IgG anti B19V foi realizada pelo ensaio imunoenzimático (ELISA) (RIDASCREEN®). Aplicou-se um questionário durante a entrevista para coleta de dados referente à doença. Foram excluídos da análise 18 pacientes por apresentarem resultado do ELISA indeterminado. Na análise observou-se predomínio do sexo feminino em mais de 90% no grupo de AR bem como em OA. A média de idade dos grupos foi de 50,5 ± 11,5 anos para AR e 57,4 ± 9,9 anos para OA respectivamente. Foi encontrada uma maior prevalência de IgG anti-B19V e um risco relativo de 2,69 (x2=26,40; p < 0,001) no grupo de AR quando comparados com o controle. Analisando os dados do HAQ, pudemos estimar que dos 74 pacientes, 30/74 (40,5%) apresentavam pouca ou nenhuma limitação funcional, 17/74 (23%) moderada limitação e 27/74 (36,5%) acentuada ou total incapacidade funcional. Segundo o CDAI observamos que dos 74 pacientes estudados, 14/74 (18,9%) sugeriam remissão do quadro de doença, 18/74 24,3%) baixa atividade de doença, 16/74 (21,6%) moderada atividade de doença e 26/74 (35,1%) doença em atividade. Não houve concordância entre os parâmetros de atividade da AR e a positividade para B19V. Os resultados encontrados sugerem a participação do B19V como um dos gatilhos que determinam o aparecimento da AR