Estudo da resposta imune celular pós-terapêutica em pacientes crônicos com esquistossomose mansônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: FIGUEIREDO, Anna Lígia de Castro
Orientador(a): DOMINGUES, Ana Lúcia Coutinho
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Inovacao Terapeutica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/37989
Resumo: A esquistossomose é uma doença negligenciada que gera grande impacto socioeconômico em países subdesenvolvidos afetando a saúde e a produtividade dos mais de 250 milhões de indivíduos infectados. Atualmente o diagnóstico parasitológico e imunológico demonstra baixa acurácia. Portanto, é importante desenvolver ferramentas mais efetivas para diagnóstico, prevenção, controle e eliminação da esquistossomose. Um possível caminho é através da identificação de biomarcadores para doença e sua associação a diferentes padrões de fibrose periportal e das formas clínicas da doença. Um maior conhecimento da resposta imune celular e humoral da esquistossomose em pacientes poderá resultar na identificação de novos biomarcadores para infecção, controle da morbidade e critério de cura da doença. Diante do exposto, o principal objetivo do presente estudo foi a identificação de biomarcadores imunológicos (resposta celular e humoral) para diagnóstico, morbidade e critério de cura pós-terapia específica com praziquantel. Através de exame parasitológico de fezes, ultrassonografia e coleta sanguínea de pacientes crônicos, com posterior marcação e quantificação celular e de citocinas. Identificamos aumento nos níveis de IL-2, o que sugere resistência à infecção. Níveis de IL-4 elevaram e de IL-10 diminuíram após tratamento com praziquantel, indicando possível proteção contra reinfecção. Os níveis de monócitos também elevaram após tratamento, indicando proteção contra danos hepatocelulares. Linfócitos B e de T helper foliculares tiveram seus níveis diminuídos após tratamento, por não ter infecção ativa após tratamento, o que pode indicar cura parasitológica da infecção. Sendo assim, a identificação de potenciais biomarcadores, poderão ser aplicados na prática clínica e laboratorial em ações integradas para o controle da esquistossomose nas áreas endêmicas.