Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
DELFINO, Rosane Kelen Rodrigues |
Orientador(a): |
COUTINHO, Roberto Quental |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso embargado |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Engenharia Civil
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/54095
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Resumo: |
A cidade do Recife convive com os constantes deslizamentos que afetam, especialmente, a população mais vulnerável residente em encostas ocupadas de forma irregular. Nos últimos anos, com a ocorrência de fenômenos climáticos atípicos, centenas de pessoas foram desabrigadas e perderam a vida. Nesse sentido, visando contribuir com a mitigação desses impactos negativos, o presente estudo tem por objetivo apresentar uma caracterização geotécnica, discutindo uma análise de estabilidade da encosta do Boleiro, localizada na Zona Norte do Recife, além de realizar uma retroanálise da ruptura ocorrida na encosta em maio de 2022. As análises foram desenvolvidas através dos softwares de elementos finitos Slope/W e Seep/W. Para isso, realizou-se uma campanha de ensaios de campo e laboratório, que auxiliaram na construção dos perfis geotécnicos, obtidos a partir de sondagens SPT e ensaios de caracterização física. Já os parâmetros de resistência, compressibilidade e sucção foram determinados a partir da coleta de blocos indeformados. Para a análise de estabilidade, considerou-se as condições saturada e não saturada do solo, afim de se verificar condições de fluxo e entender o comportamento e influência da infiltração na estabilidade da encosta. Para tanto, foram realizadas três análises sob regime transiente, uma considerando as chuvas de janeiro a maio de 2022, outra com a chuva e a simulação de vazamentos e uma terceira análise considerando a chuva, os vazamentos e o lançamento de águas servidas na encosta. Para a retroanálise também foi considerado a condição saturada e não saturada do solo, analisando as condições de fluxo e influência do mesmo período de chuva analisado. Nas análises de estabilidade, os resultados apresentam uma redução progressiva do fator de segurança influenciado principalmente pelas chuvas atípicas de 2022, embora a encosta permaneça estável. Para a retroanalise, os resultados mostram que valores de sucção inferiores a 20 kPa, associados as chuvas atípicas ocorridas em 2022, principalmente no mês de maio, foram os principais responsáveis por desencadear o movimento de massa. As análises apontam para uma condição estável da encosta, no entanto, cabe ressaltar que as regiões de morro ocupadas de maneira desordenada possuem dinâmicas de mudanças muito intensas e essas alterações podem ocasionar a redução progressiva do FS, afetando a estabilidade da encosta. |