Conhecimento do usuário acerca do tratamento endodôntico no SUS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: PONTES, Maria Victória de Lima
Orientador(a): AGUIAR, Carlos Menezes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Odontologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/50488
Resumo: Avaliar, através de um corte transversal, acerca do impacto que a ausência do tratamento endodôntico na Atenção Primária pode causar para a população, principalmente mais jovem, no que tange às perdas dentárias precoces. Foi realizada uma pesquisa com questionários físicos, aplicados em três escolas da rede estadual de ensino de três municípios do interior do estado de Pernambuco. Estudantes com idades entre 14-22 anos (faixa etária contemplada nas escolas estudadas) participaram do estudo respondendo a questões acerca de seus conhecimentos sobre a endodontia e suas experiências com este tratamento. Com a finalidade de se obter informações específicas atuais acerca de escolares de menor renda e suas experiências e autopercepções acerca do tratamento endodôntico e perdas dentárias, tais questionários visaram colher dados que comprovassem ou não a teoria e ideia que este trabalho propõe. Os questionários foram avaliados estatisticamente. Foi utilizado o software SPSS na versão 23, considerando as variáveis dependentes e as independentes. Foram obtidos 229 questionários respondidos e com isso, foi observado que o conhecimento do público-alvo acerca da existência do tratamento endodôntico mostrou-se em 83,8% dos adolescentes avaliados. Entretanto, apenas 38,4% tinham conhecimento da disponibilidade desse tratamento no SUS. Uma porcentagem de 58,1% declarou não ter perdas dentárias até o momento da pesquisa e entre os que haviam perdido dentes, 30,2% (maior porcentagem) foi pelo motivo de extrair por opção de escolha; o que configura um cenário muito preocupante. Um percentual de 87,3% dos respondentes nunca havia realizado o tratamento endodôntico. A maioria, 59,1%, se justificaram por razões de nunca precisar ter feito este tratamento. Em segunda colocação, 19,7% alegaram não possuir condições financeiras para fazer o tratamento na rede privada e nem ter acesso a este serviço público. Entretanto, 75,1% dos adolescentes desejariam realizar o tratamento endodôntico caso tivessem essa opção na cidade e de maneira gratuita através do SUS. Os adolescentes pesquisados não apresentam em quantidade significativa o conhecimento acerca do tratamento endodôntico através do SUS (atualmente, por meio dos CEOs). O alcance da endodontia por esta população é dificultado pela falta de informação e por questões financeiras. A perda dentária foi vista através das análises e a razão predominante, extração por opção de escolha, é algo preocupante. Torna-se evidente o desejo desta parcela em realizar este tipo de tratamento caso o acesso gratuito os fosse garantido.