Caracterização de espécies potencialmente patogênicas do gênero Vibrio em ostras e peixes capturados no litoral pernambucano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Cristina Torres de Araújo Figuerôa, Angela
Orientador(a): Rodrigues de Carvalho Neto, Ernani
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9057
Resumo: No período de outubro de 1992 a setembro de 1993, foram estudadas 139 amostras de ostras, mariscos, peixes, água e mechas (swab de Moore), procedentes de três pontos distintos do litoral pernambucano. De 629 culturas de víbrios halofílicos isolados, 451 (71,7%), foram caracterizadas em espécies de Vibrio potencialmente patogênicas para o homem, assim distribuídas: V. alginolyticus, 220 (48,7%); V. parahaemolyticus, 204 (45,2%); V. fluvialis, 15 (3,3%); V. vulnificus 10 (2,2%), V. furnissii, 1 (0,2%) e V. cincinnatiensis, 1 (0,2%). No processo de enriquecimento foi utilizado água peptonada alcalina pH 8.5 nas concentrações de 1% e 4% de NaCl, e incubadas nas temperaturas de 37° e 42°. A concentração de 1% de Nacl apresentou maior eficiência no isolamento da maioria das espécies identificadas. A diferença de temperatura não influenciou no resultado. Todas as amostras analisadas apresentaram positividade para alguma espécie de Vibrio. Fatores abióticos como salinidade, pH e temperatura da água favorecem esta disseminação no litoral. Víbrios halofílicos estão amplamente distribuídos na biocenose do litoral pernambucano, favorecendo a sua veiculação para o homem e por conseguinte torna-se um problema de saúde pública, devendo a sua pesquisa ser introduzida na rotina laboratorial