Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
SANTOS JUNIOR, Eraldo Fonseca dos |
Orientador(a): |
COSTA, Belmira Lara da Silveira Andrade da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13899
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Resumo: |
O sistema nervoso entérico (SNE) é a inervação intrínseca do trato gastrointestinal, envolvida no controle autonômico das suas atividades motoras e secretórias. Evidências recentes indicam que a glia do SNE participa ativamente na manutenção da homeostase intestinal, mas pouco se sabe sobre a sua função em quadros de desnutrição. Neste trabalho, avaliamos se a desnutrição provocada por reduzida ingestão de leite materno é capaz de comprometer a organização estrutural do SNE, balanço redox, reserva antioxidante e a condição antiinflamatória do cólon, principalmente associadas à função da glia. Ratos wistar foram criados em diferentes tamanhos de ninhada, com 6 (N6, ninhada normal) ou 15 filhotes (N15, grande ninhada), constituindo o grupo nutrido e o desnutrido, respectivamente, que foram analisados no dia do desmame (25º dia pós-natal). Os animais machos foram pesados semanalmente até o dia do experimento. Sob anestesia profunda, foi obtido o comprimento nasoanal e retirado o cólon distal para análise. Uma parte do material foi utilizada para obtenção de homogenados, os quais foram processados para análise dos níveis de lipoperoxidação, TNFα, IL-1β, IL-10, produção de óxido nítrico (NO), GSH e GSSG e atividade das enzimas superóxido dismutase total (tSOD) e catalase (CAT). Outra parte do material foi utilizada para análises morfométricas do cólon e para obtenção de preparações longitudinais do plexo mioentérico, onde a distribuição de neurônios e glia foram avaliadas por imunohistoquímica. Os resultados, expressos em média ± desvio padrão, mostraram diminuição de peso nos animais desnutridos (N6; 50,70 ± 9,77 e N15; 30,13 ± 2,87g), bem como no comprimento nasoanal (N6; 13,41 ± 0,44 e NN15; 11,00 ± 0,42 cm). A espessura do cólon (N6; 1,27 ± 0,09 e N15; 1,09 ± 0,08 cm), da parede total (N6; 1010,05 ± 114,70 e NN15; 905,75 ± 169,77 μm) e da tunica muscularis (N6; 84,00 ± 22,30 e N15; 74,02 ± 22,38 μm) também foram afetadas. Do ponto de vista qualitativo, o plexo mioentérico do grupo desnutrido não apresentou alterações na sua estrutura, no entanto, um menor tamanho no corpo celular dos neurônios, foi detectado (N6; mediana 310,85; min 77,96; max 987,37 e NN15 mediana 291,74; min 114,68; max 993,41 μm2). Maiores níveis de lipoperoxidação (N6; 1,079 ± 0,10 e NN15; 2,51 ± 0,22 nmol MDA/mg proteína) óxido nítrico (N6; 3,04 ± 0,63 e N15; 4,85 ± 1,8 μM/mg proteína) e da atividade da CAT (N6; 0,027 ± 0,010 e N15; 0,049 ± 0,024 U/mg de proteína) foram detectadas no grupo desnutrido, assim como os níveis de TNFα (N6 1,26 ± 0,26 e N15; 1,57 ± 0,24 pg/mg de proteína) e IL-1β (N6 0,88 ± 0,15 e N15; 1,17 ± 0,13 pg/mg de proteína). Em relação aos níveis de IL-10 (N6 44,54 ± 13,09 e N15; 51,22 ± 8,15 pg/mg de proteína) e GSH (N6 60,89 ± 21,26 e N15; 53,34 ± 26,19 μM/mg de proteína) não observamos diferença entre os grupos, embora os níveis de tSOD (N6 0,088 ± 0,023 e N15; 0,056 ± 0,018 U/mg de proteína) e GSSG se apresentaram diminuídos no grupo experimental (N6 27,48 ± 4,59 e N15; 14,41 ± 4,12 μM/mg de proteína). Os resultados sugerem que reduzido aporte de nutrientes durante a lactação reduz alguns dos mecanismos de proteção relacionados com a reserva anti-oxidante e anti-inflamatória, o que poderá aumentar a vulnerabilidade do cólon a insultos externos. |