Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Correa De Araujo Peres, Pedro |
Orientador(a): |
Maria Almoêdo de Assis, Virgínia |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7249
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Resumo: |
Esta pesquisa estuda a formação histórica da profissão docente no espaço da Escola Pública de Pernambuco, em finais do século XIX. Um processo histórico de escolarização da sociedade brasileira realizado a partir de modelos importados das nações civilizadas da Europa e dos Estados Unidos, com a participação direta dos Estados Nacionais e a forte presença de idéias liberais e democráticas; de correntes cientificistas, como os positivistas, deterministas, assim como outros; que inspiraram os modelos de execução das ações no campo educacional, naquele período. Como uma certa historiografia no Brasil, produziu uma concepção de história educacional que enxerga dois pólos fundamentais na história da educação, dos finais do século XIX e primeiras décadas do século XX: o confronto entre o moderno e o tradicional. O moderno, como progresso científico e industrial, que produzia a idéia de uma escola nacional, pública, gratuita, obrigatória e universal, como caminho necessário para o progresso social, realidade apenas dos países desenvolvidos E o tradicional, onde mentalidades e práticas arraigadas de valores discriminatórios e excludentes de uma educação popular pública, predominava no Brasil. Mesmo com a permanência de uma realidade de atraso do Brasil, aqui proliferou o ideal moderno de escola pública, veiculado pelos Homens de Letras , educadores e autoridades, que construíram um ideal de educação como papel de regeneração social, racial e nacional, ideal que incorporava, contraditoriamente, elementos ditos como opostos, mas de fato, fazendo parte de um projeto homogêneo de reprodução social, esforço empreendido pelo Estado imperial, e posteriormente, pelo Estado republicano, desta feita, com a predominância do ideal democrático. Como as reformas, normas e legislações educacionais foram concebidas como reorganizadoras do Estado nacional brasileiro e como ações de caráter moderno no campo da educação escolar se fragmentaram na realidade adversa de um poder político sustentado por um modelo sócio-econômico, que beneficiava a elite política, intelectual e econômica do país.Na análise de conteúdo dos discursos e das idéias pedagógicas importadas, associadas à legislação reformista, identifica-se uma distância real dos discursos e ações oficiais, das práticas educativas no interior da escola pública. Apesar do discurso moderno acerca da formação da profissão docente e da escola pública em Pernambuco , o que caracteriza este período é o seu próprio contraponto: a impossibilidade de uma escola pública e popular, mesmo que liberal, e a reprodução e permanência de práticas educacionais e de organização do ensino tradicionais, diferente dos modelos modernos propostos |