Rachel de Queiroz, regionalismo e recepção jornalística : um estudo biobibliográfico da romancista e da crítica de “primeira onda” de Dôra, Doralina e Memorial de Maria Moura
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/45626 |
Resumo: | Nesta tese, estudamos a recepção crítica jornalística dos dois últimos romances de Rachel de Queiroz: Dôra, Doralina (1975) e Memorial de Maria Moura (1992). O corpus de análise, para além da literatura da escritora, é composto por notas, notícias, reportagens, listas de mais vendidos e, principalmente, artigos de crítica literária publicados nos principais jornais e revistas brasileiros quando do lançamento dos citados livros. A partir dessa “fortuna crítica de primeira onda”, analisamos as avaliações que os periódicos da segunda metade do século XX publicaram da obra de Rachel. Nesse processo, foi possível identificar a posição dos romances entre as tendências da época e também o contínuo destaque na imprensa que a escritora desfrutou ao longo de 70 anos de atividade literária. Fazendo um recorte de nossa extensa bibliografia, podemos dizer que foram de grande utilidade instrumentais teóricos que incluem estudos de (1) Estética da Recepção, nomeadamente Zilberman (1989) e Jauss (1994), úteis ao nosso propósito de entender a maneira pela qual uma obra literária, no momento de sua aparição, é acolhida por seu público inicial; (2) sobre o regionalismo na ficção brasileira, no que destacamos Leite (1978), Almeida (1999), Coutinho (2004), Candido (2011) etc., relacionados para melhor avaliarmos certos rótulos aplicados à ficção de Rachel; (3) de Narratologia, com Genette (2017), Reuter (2004; 2014), Bourneuf e Ouellet (1976), recorrentes no nosso trabalho de análise dos romances; (4) e sobre a história e o desenvolvimento da crítica literária brasileira, com Coutinho (1986; 1987), Martins (1986; 2002), Rocha (2011) etc., ao que dedicamos um capítulo panorâmico e acionamos para averiguar a manutenção da atividade no jornalismo das últimas décadas do século XX. No desenrolar dos capítulos, ensaiamos uma biobibliografia da escritora, tendo por principal fonte de consulta os artigos de jornais que tomavam-na por assunto. Ademais, ao longo da análise da crítica literária dedicada ao Dôra, Doralina e ao Memorial de Maria Moura, não deixamos de incluir nossa leitura das obras, por vezes colocada em posição de confronto em relação à recepção primeira. |