Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
TAVARES, Mayara Costa Mansur |
Orientador(a): |
MELO JÚNIOR, Mário Ribeiro de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Biologia Aplicada a Saude
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18518
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Resumo: |
Doença inflamatória intestinal descreve um grupo heterogêneo de doenças inflamatórias crônicas do trato gastrointestinal. Os dois principais tipos de DII são retocolite ulcerativa idiopática e doença de Crohn. A patogênese dessas doenças é caracterizada pela inflamação persistente no intestino, envolvendo uma interação entre fatores genéticos, ambientais e imunológicos. Foram investigados aspectos clínico-epidemiológicos e analisados os polimorfismos dos genes da reposta imune em pacientes brasileiros com doença inflamatória intestinal em diferentes formas anátomo-clínicas. Um total de 101 pacientes foram analisados (43 - retocolite ulcerativa idiopática e 58 - doença de Crohn) para os polimorfismos dos genes do fator de necrose tumoral alfa (TNF-α -308 G/A; rs1800629), interleucina-10 (IL-10 -1082 G/A; rs1800896), domínio do recrutamento e ativação da caspase 15/receptor tipo NOD2 (CARD15/NOD2; rs2066844 e rs2066845), receptor tipo NOD contendo domínio pirina – NLRP1 (rs12150220), NLRP3 (rs35829419) e interleucina -1beta (IL-1β -511T/C; rs16944). A forma anatómica-clínica de DC predominante foi a fistulizante (29,31%), seguida por inflamatória (27,58%) e estenosante (27,58%). O grupo controle foi composto por 91 indivíduos saudáveis. Os genes do receptor tipo NOD contendo domínio pirina 1 e 3 e do domínio do recrutamento e ativação da caspase 15/receptor tipo NOD2 variantes R702W e G908R não foram associados à susceptibilidade a doença inflamatória intestinal. Em relação ao polimorfismo da interleucina 10, nenhuma diferença estatística foi encontrada entre os genótipos e alelos para a doença inflamatória intestinal comparado aos controles. Fator de necrose tumoral alfa mostrou uma associação estatisticamente significativa entre pacientes e controles de retocolite ulcerativa idiopática que sugere que a presença do alelo A predispõe o aparecimento de retocolite ulcerativa idiopática, mas não doença de Crohn. Verificou-se ainda que o genótipo AG da interleucina 1 foi associado com o desenvolvimento de retocolite ulcerativa idiopática. Os resultados sugerem que os polimorfismos de única base do fator de necrose tumoral alfa e da interleucina 1 estão envolvidos com a retocolite ulcerativa idiopática e podem contribuir para a patogênese na população brasileira estudada. |